Qual o limite para o uso de material humano para a realização de pesquisas científicas? O padre Luiz Antônio Bento, pós-doutor em Bioética pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor da disciplina no curso de Medicina em Maringá (Noroeste) discorre sobre o tema no livro ''Bioética e Pesquisa em Seres Humanos'', que será lançado hoje.

Padre Bento condena os tratamentos de reprodução assistida e diz que para cada tratamento são gerados oito embriões e nem todos são utilizados para engravidar. ''O que eles fazem com o restante dos embriões? Eles acabam no lixo e isso não pode acontecer, pois é uma vida que começou no momento da fecundação que está sendo jogada fora. São seres humanos e suas vidas devem ser respeitadas'', defende.

Segundo o religioso, a reprodução humana assistida possui uma taxa de sucesso de 30% e deturpa as relações matrimoniais, pois "haverá uma terceira pessoa como doador de gametas". O padre também se diz contrário aqueles que buscam doadores de medula e acabam concebendo um filho para isso.

Entenda os argumentos do padre e ouça trechos da entrevista na matéria de Vítor Ogawa.

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Limites morais e éticos

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