Curitiba
A Secretaria Estadual da Ciência e Tecnologia e o Instituto de Tecnologia do Paraná - Tecpar começam a testar, a partir do dia 22 de setembro, em Curitiba, um novo combustível vegetal: o biodiesel. Serão adicionados 20% de óleo vegetal a base de soja ao diesel. Os testes vão acontecer em 40 ônibus coletivos. Ontem foi acertado o cronograma de testes, que acontecerão nos próximos 90 dias. A expectativa é de que até o final de 98 os primeiros ônibus movidos a óleo vegetal estejam circulando.
Segundo o diretor técnico do Tecpar, Júlio Félix, o objetivo será fazer uma avaliação física, química e biológica, bem como uma avaliação do consumo, do desgaste e do desempenho do motor movido a biodiesel. ‘‘O teste mais demorado será o de desgaste do motor, já que 90 dias é um tempo curto’’, disse Félix. Ele afirmou que um número reduzido de ônibus continuará circulando com o combustível para que este teste seja realizado.
A expectativa de Félix é que com a utilização do combustível a base de soja haja uma diminuição da ordem de 30% no quantidade de poluentes lançados pelos escapamentos dos ônibus, como também a manutenção do custo da passagem nos valores atuais (R$ 0,65). ‘‘Mas o fator mais importante é que este combustível agrega valor à soja e com isso gerará mais emprego’’, disse.
O óleo de soja é misturado de forma simples e convencional, sem qualquer aditivo ou necessidade de recurso extra. Em países como Estados Unidos, Japão, Holanda e Suécia, o biodiesel já é utilizado em larga escala. A utilização do biodiesel em Curitiba e Região Metropolitana implicaria no aumento de 1,4% no consumo de óleo de soja. ‘‘É um aumento muito grande. É mais vantagem consumir dentro do país 1,4% a mais que exportar esta mesma quantidade’’, analisou o diretor técnico do Tecpar. Félix não descartou a possibilidade de Curitiba ‘exportar’ para outros municípios e estados a tecnologia do biodiesel.

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