Uma das questões que adveio com o decreto que suspendeu a autorização para a realização de bingos foi a atividade com fins filantrópicos, muito utilizados por entidades assistenciais para arrecadar fundos.
O advogado criminalista e professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e na Universidade Norte do Paraná (Unopar), Marcos Ticianelli explicou que para não ser considerado de azar o jogo não deve ter como objetivo o lucro, como os realizados em família. "Nos casos dos bingos beneficentes existe uma reversão solidária em que não há benefício privado. Penso que quem participa de um bingo beneficente já está doando seus recursos para uma causa", analisou.
Ticianelli também explicou que se um estabelecimento pegar a totalidade do dinheiro arrecadado com a venda das cartelas e dividi-la em prêmios, não há contravenção penal. "Se o objetivo for realizar o bingo apenas para atrair as pessoas, distribuindo todo o valor arrecadado, não vejo problema, já que o objetivo seria obter lucros com a venda de outros produtos, como bebidas e comidas", declarou. (V.O.)

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