Bingo fecha em Londrina e não paga os funcionários
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sábado, 27 de janeiro de 2001
Érika Pelegrino De Londrina 
O Bingo Central, localizado na Rua São Paulo, centro de Londrina, fechou as portas ontem à tarde, sem pagar salários atrasados e verbas rescisórias de 25 funcionários. O advogado Luiz Alberto Pereira Ribeira entrou com medida cautelar na Justiça do Trabalho para conseguir bloquear os bens do bingo. Como o deferimento da medida deve sair apenas na segunda-feira, o advogado sugeriu aos funcionários que fiquem de plantão no final de semana para impedir que os proprietários retirem do estabelecimento todos os bens.
Inaugurado em agosto do ano passado, em novembro o bingo demitiu 20 funcionários alegando estar em crise. Dulcilene José Batista, 27 anos, foi demitida grávida de seis meses e sem receber o salário no valor de R$ 210,00, desde outubro. Adriana Vieira, 25 anos, também demitida em novembro, afirmou que nunca recebeu salário nem hora-extra e adicional noturno.
A promessa do gerente-geral, conhecido por Júnior Melo, segundo Dulcilene Batista, era de acertar todas as contas na próxima quarta-feira. Os gerentes, conhecidos pelos funcionários apenas como Marcelo e Claudio, além de Júnior Melo, também retiram seus pertences da casa onde moravam na Rua Botucatu, 100, no Jardim Champagnat. Segundo uma vizinha, que preferiu não se identificar, eles lotaram três carros, colocaram cadeado no portão e foram embora.
O proprietário do estabelecimento seria Marcos Silva, de Curitiba, segundo Dulcilene Batista. O advogado Pereira Ribeiro afirmou que, além de não pagar os funcionários, a empresa não recolhia a contribuição para o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e nem depositava o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
Há um mês um grupo de funcionárias chegou a denunciar o caso na Polícia Federal. Segundo o delegado-chefe da PF, João Luiz do Prado não foi instaurado inquérito porque havia excesso de trabalho e era época de férias. As queixas das funcionárias foram passadas somente ontem para o delegado Sandro Viana dos Santos.
O delegado Prado afirmou, porém, que não há risco de os proprietários do bingo fugirem. Temos o CGC deles, não tem como eles sumirem, garantiu.


