''Bilhetes'' são bem-escritos
A Folha teve acesso a seis cartas, que, segundo o vereador, foram escritas pelo prefeito Edson Martins. A Câmara de Vereadores deverá pedir um exame grafotécnico desse material. Confira a seguir alguns trechos das cartas, chamadas pelo próprio autor de bilhetões.
(...) Bom, você não vai se licenciar por birra, pirraça? Então tá! Em janeiro, como motorista do gabinete, você não fica. Usar a estrutura da prefeitura, o veículo e a minha imagem pra se promover, é que você não vai mesmo (...).
(...) Licencie-se meu caro! Tem muita gente querendo trabalhar, e que realmente precisa (...). Só um aviso. Daqui pra frente, você não será poupado sábados, domingos e feriados. Precisando, vai trabalhar. E se a tua mulher disser alguma coisa, vou dizer a ela que você poderia muito bem se licenciar e prefere estar ao lado de quem tanto condena (...). Está dado o recado.
(...) Você quer que eu fique alisando um trambiqueiro igual a você? Jamais! Se alisei um dia, não quero nem lembrar (...). Quanto aos bilhetões que eu te mando, já disse, mostre para tua esposa, pra quem você quiser. Leva pra polícia. Querendo, para aumentar o volume, eu te escrevo mais uns. Você pensa que com este teu comportamento tucura, você conquista ou reconquista alguém? Cai fora da administração! (...).
(...) Para quem nunca confiou em mim, tem pavor de ficar ao meu lado e quase teve um colapso por minha causa, você até que está fazendo muita questão de continaur próximo. Por que não se licencia? Já passou da hora. Faça isto antes da minha próxima ida a Curitiba. Se você não tiver se licenciado, vou te levar de motorista, ficar num apartamento com uma única cama e, ainda por cima, de casal, só para te ver dormir no chão ou na rua. Pense nisso. Licenciar-se, é o seu melhor caminho!.
Se a tua esposa vir perguntar se aconteceu alguma coisa ontem em Maringá, por você ter chegado tão tarde, vou dizer a ela que nós passamos em todos os motéis (...). Licencie-se, cara! Se eu não sirvo pra você como pessoa, o que é que você está fazendo perto de mim? (...) Já te disse e foi repetir: não te quero junto por conveniência. Não quero nada de você, nem de ninguém, que não seja por convicção. Só te quero se for por inteiro. Restos nem pensar. (...)





