Implantada no ano passado, a bilhetagem eletrônica foi, para a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), a responsável por diminuir o número de fraudes contra o sistema de transporte público. Uma das formas mais comuns era a comercialização irregular de passes de estudantes.
Com o Cartão Transporte, porém, a vantagem é restrita para determinadas linhas e horários, para que o aluno use a meia tarifa somente para ir estudar. Outra iniciativa recente foi conferir, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, a situação dos deficientes que precisam de ônibus na porta de casa. Todos passaram por avaliação médica no final do ano passado.
''Levantamos que quase metade (dos deficientes) que utilizavam o sistema poderiam estar usando o ônibus convencional. Têm deficiência, mas não com uma severidade que justifique o uso daquele transporte de porta à porta'', explica o presidente da CMTU, Gabriel Ribeiro de Campos.
A gratuidade é mantida. Inclusive para um acompanhante, se for necessário. Porém, o recadastramento abre vaga para quem realmente precisa de ônibus na porta de casa.
Outra prática que era comum e que foi praticamente extinta, é a venda de passes nas proximidades do Terminal Central. Com o Cartão Transporte, os ambulantes ainda tentaram vender os créditos para os usuários, mas a CMTU instalou cercas próximas às roletas para evitar a fraude. (F.R.F.)

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