Bilha festejam chegada do patriarca
Jackeline Seglin
De Londrina
Cerca de 140 pessoas de quatro gerações descendentes do italiano José Bilha se reuniram ontem, em Londrina, para comemorar os 100 anos da chegada do patriarca ao Brasil. Filhos, netos, bisnetos e até tataranetos festejaram o encontro durante um almoço no Buffet Carvalho, realizado logo após a celebração de uma missa na Paróquia Rainha dos Apóstolos (zona oeste da cidade).
Bilha morreu em 1979, aos 96 anos. Duas décadas depois, a família resolveu se reunir para comemorar o centenário e promover a aproximação dos parentes que moram em Londrina, Maringá, Cianorte, Umuarama, Arapongas, São Paulo e até Brasília.
Uma das organizadoras da festa, Yone Maria Bilha Dale Vedove, neta de José Bilha, contou que o clima do almoço foi de comemoração e, acima de tudo, muita união. Ninguém foi para a cozinha. Tudo foi preparado pelo bufê. Não, o cardápio não era só de comida italiana, ressaltou Yone Vedove. Mas tinha massa, claro; além carnes, arroz e saladas. A comemoração terminou no final da tarde.
A festa foi marcada pelo encontro de gerações bem distintas: de um lado, os filhos do italiano, Maria Bilha Martinatto, de 87 anos, e Alfredo Bilha, de 86. De outro, o tataraneto Leonardo, de apenas quatro meses.
Um painel de fotografias foi montado para relembrar os anos da família Bilha no Paraná, através de registros que datam de 1943. Durante o encontro, todo mundo fez questão de também contribuir para o arquivo da família: tudo foi fotografado e filmado.
José Bilha desembarcou no Porto de Santos (SP) em 1899, ainda criança. Com os pais, mudou-se para Sertãozinho, no interior de São Paulo. Lá, conheceu e se casou com Antonia Furlanetto, com quem teve 16 filhos. Alguns se mudaram para São Paulo e outros para o Paraná, contou Yone Vedove. Eles também casaram e tiveram seus filhos, e a família foi aumentando.
A trajetória da família Bilha no Paraná começou na década de 40, quando Alfredo Bilha, pai de Yone, mudou-se para a Fazenda Santo Antônio (nas proximidades de onde é hoje o Patrimônio Espírito Santo, zona sul). Meu pai veio na frente para trabalhar na cafeicultura. Meus tios e meu avô vieram depois, completou.
A comemoração realizada ontem empolgou todos os familiares. Quisemos lembrar os 100 anos da viagem do meu avô ao Brasil, aproveitando para reunir todos os parentes, alguns que nem se conheciam. A idéia, agora, é fazer a reunião todo ano, comentou Yone Vedove.





