BID aprova obras de transporte e habitação
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quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Thiago Alonso<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Capital paranaense deve ganhar a partir do ano que vem uma série de obras nos setores de transporte, habitação e desenvolvimento social. O dinheiro para as reestruturações nestas áreas - um total de US$ 100 milhões - está previsto em um programa de financiamento aprovado esta semana pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (Bid). Metade do valor é financiado pelo banco. O restante sai dos cofres do município.
Com a carta branca do BID, o próximo prefeito de Curitiba vai aguardar a aprovação do governo federal para começar as licitações e assim dar início às obras. Os investimentos do chamado Programa Integrado de Desenvolvimento Urbano e Social estão previstos para começar no segundo semestre de 2009 e serão distribuídos ao longo de cinco anos.
Entres as ações que devem sair na frente são as obras para a construção do binário Chile-Guabirotuba, da trincheira Gustavo Ratmann e a pavimentação das ruas Waldemiro Pedroso, no Capão Raso, e Desembargador Antonio de Paula. Estas obras no setor de transporte fazem parte da chamada ''amostra representativa'', tidas pelo Bid como prioritárias. Ao todo, quase US$ 36 milhões serão investidos no setor de transportes.
Uma das principais obras previstas no contrato está a formação de um binário entre as ruas Chile e Guabirotuba, na altura do bairro Prado Velho. A reestruturação vai ocorrer em 2.600 metros. Hoje, na região das futuras obras, as duas ruas são de mão dupla. A construção do binário prevê mão única nas duas pistas. Assim, a Guabirotuba vai fluir no sentido centro-bairro; a Chile, na direção contrária.
''A mudança vai dar uma maior fluidez nas duas vias. O tempo das pessoas atravessarem o trecho vai diminuir significativamente'', diz o supervisor de implantação do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Edemar Meissner. Segundo ele, o binário dobra a capacidade de tráfego na área.
O restante da verba deve ser investida em habitação e desenvolvimento social. A previsão é fazer a urbanização de favelas em diversos pontos da cidade. A proposta, explica Meissner, é regularizar regiões de invasão e realocar famílias conforme a necessidade. As mudanças estão previstas para as vilas Prado, Parolin, Três Pinheiros, Unidos do Umbará, Nori, Acrópole e Menino Jesus. Cerca de US$ 30 milhões estão previstos para a realocação e urbanização das vilas.
Outros US$ 15 milhões serão destinados ao desenvolvimento social. O Bairro Novo, o Boa Vista e o Pinheirinho vão ganhar os clubes. Parte desse dinheiro será destinado para a construção de sete Centros de Referência de Assistência Social (Cras). Os US$ 19 milhões restantes serão divididos em ações como desapropriações, medidas mitigadoras ambientais, gestão de pessoal, fortalecimentos institucional, entre outras.


