APUCARANA - O agricultor Mário Tamiya, 58 anos, que há décadas dominava o jogo do bicho em Apucarana e vários municípios da região, foi encontrado morto na manhã de ontem no quintal da sua residência, uma espécie de ‘‘fortaleza’’. Tamiya foi atacado por seus três cães, da raça mastin napolitano, que durante a noite ficavam soltos no quintal da casa, na Rua Brasília, Jardim Social.
Segundo a família, na noite de quarta-feira Tamiya saiu de sua chácara, próxima à BR-369 na saída para Arapongas, e foi até a sua residência, no centro da cidade, para tratar dos cachorros. Vizinhos informaram que ele chegou na casa às 22 horas e, pelo visto, não pretendia ficar porque estacionou sua camionete na rua.
A vizinha Maria Eugênia Vieira disse à Polícia que os cachorros fizeram muito barulho após a chegada de seu dono, mas ela não suspeitou de nada, já que normalmente os cães latiam muito.
Para o delegado Roberval Butaccini, responsável pelo inquérito do caso, Mário Tamiya foi atacado e morto na noite de quarta-feira. ‘‘Ele estava sozinho na residência, e normalmente não era ele quem alimentava os cães’’, comentou o delegado. O corpo foi encontrado na manhã de ontem pelo filho Mário Juliano Tamiya e um funcionário da casa.
O corpo do bicheiro teve dilacerações nos membros e tórax, e várias partes estavam espalhadas pelo quintal. A perna direita e o antebraço esquerdo quase foram decepados. Os cães são de grande porte (acima de 80 quilos) e muito ferozes.
O exame cadavérico feito pelo médico Massayoshi Tatezumi, comprovou que Tamiya morreu por rompimento de várias artérias na altura do pescoço e pelos ferimentos generalizados, que provocaram intensa hemorragia.
O corpo de Mário Tamiya, que era morador antigo de Apucarana e muito conhecido em toda a região, foi velado na Capela Mortuária Municipal, e será sepultado hoje, às 10 horas, no Cemitério Cristo Rei.
De acordo com o delegado Roberval Butaccini, em casos deste tipo o inquérito policial é instaurado para apurar se houve negligência da parte do proprietário dos cães. ‘‘Mas especificamente nesta situação, o inquérito é mera formalidade, já que a vítima é o próprio dono dos cachorros’’, explicou. Mário Juliano estava muito abalado com a morte do pai e não permitiu fotos dos cães. Ele afirmou que vai submeter os animais a um exame veterinário e, posteriormente, pretende ‘‘exterminá-los’’.

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