Biblioteca tem prejuízo de R$ 180 mil
Marta Medeiros
De Maringá
Especial para a Folha
A Biblioteca Central da Universidade Estadual de Maringá (UEM) contabiliza prejuízos de quase R$ 180 mil por causa de furtos e danos no acervo. Há quatro anos sem fazer um levantamento, os funcionários ficaram impressionados com o estrago que alunos, principalmente dos cursos de direito e medicina, vêm fazendo nas obras. Para se ter uma idéia, 1.752 obras sumiram das prateleiras e outros 6 mil volumes foram danificados entre 1996 e 1999.
O prejuízo é quase o dobro do valor das recentes doações feitas pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico (Fadec) e de recursos do vestibular ao acervo da biblioteca. Além dos furtos, facilitados pela falta de grades nas inúmeras janelas que rodeiam o prédio, os funcionários lutam contra atos de vandalismo. Páginas e capas de livros são rasgadas ou arrancadas e até incendiadas.
O cuidado com o manuseio da obra é fundamental, orienta a funcionária Adélia Tomaz, que há 9 anos restaura livros da biblioteca. Para a diretora Ana Maria Marquezini Alvarenga, a instalação de alarme com sistema para magnetizar os livros, orçado em R$ 50 mil, evitaria o prejuízo e melhoraria o controle de saída das obras. Os funcionários atendem cerca de 3,2 mil visitas por dia. Em períodos de prova este número chega a 3,8 mil. Estamos pedindo alarme desde 1996 quando fizemos o último levantamento do acervo, lembra a diretora.
Considerada uma biblioteca comunitária e regional, a UEM ainda presta atendimento a alunos de faculdades particulares. As bibliotecas das particulares têm obras recentes, mas a UEM oferece um acervo histórico bastante procurado pelos estudantes, diz Ana Maria. O acervo da UEM tem mais de 125 mil volumes.
O que mais impressiona a diretora é que na liderança do ranking dos que causam prejuízos à biblioteca está o curso de direito. Segundo a diretora, o primeiro lugar em obras furtadas, em todos os levantamentos de acervo da biblioteca feitos até agora, sempre ficou para o direito.





