Biblioteca de Humanas é exemplo de preservação
Em toda regra existe uma exceção. É o caso da biblioteca de Ciências Humanas da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Exemplares raros, como uma Bíblia em latim do Século 15, repousam adequadamente numa sala dotada de ar-condicionado. A temperatura do ambiente fica em torno dos 15 graus para evitar o aparecimento de fungos e o acúmulo de poeira.
O espaço tem exemplares de que nem a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, dispõe.
Todo o cuidado é pouco. Para usar o material guardado na sala é preciso autorização, conta a bibliotecária Luciele Ianino Silva. Cópias em xerox nem pensar. O usuário só entra na sala com papel e lápis. Só professores, pesquisadores, alunos de mestrado e doutorado têm acesso ao local, diz. Ela explica que o acesso deve ser restrito para evitar furtos e o uso indiscriminado para desacelerar o desgaste dos livros.
No entanto, nem tudo funciona como deveria na biblioteca da UFPR. Falta espaço para guardar novas obras. Luciele Silva observa que a biblioteca deve receber, entre dezembro e janeiro, cerca de 2 mil livros. Não há lugar para colocá-los. A única coisa que falta é espaço para o acervo, afirma Luciele.
O fichário que identifica as 80 mil obras da biblioteca ainda é manual. A informatização existente cataloga apenas o cadastro de alunos. A falta de recursos também impede a recuperação dos livros e os reparos são artesanais. (D.V.)





