Biblioteca da UEM limita acesso de público externo
Biblioteca da UEM limita
acesso de público externo
Marcos NegriniAlunos da universidade de Maringá têm que mostrar registro acadêmico para entrar na biblioteca
De Maringá
A Biblioteca Central da Universidade Estadual de Maringá (BCE) está restringindo o acesso de usuários externos. Desde ontem, a direção da biblioteca começou a distribuir senhas aos usuários que não fazem parte da comunidade universitária. Apenas 36 senhas estão sendo distribuídas ao longo do dia ao público externo. Estudantes, professores e funcionários da UEM têm que apresentar documentação na entrada da BCE.
De acordo com a bibliotecária e chefe de Divisão de Referência e Circulação, Ivani Baptista, a medida tem o objetivo de controlar o fluxo de entrada dos usuários e evitar as mutilações das obras disponíveis no acervo. A biblioteca continua aberta à comunidade, mas estamos aplicando um artigo do seu estatuto que prevê prioridade aos estudantes da universidade.
Conforme Ivani, a biblioteca não está conseguindo atender os alunos da UEM por causa do grande número de frequentadores e a falta de espaço. Diariamente, passam pela biblioteca de 3,5 mil a 3,9 mil usuários. Não existe uma estatística do total de universitários que frequentam a biblioteca, mas Ivani afirma que o número de usuários da comunidade externa é significativo.
O principal problema, segundo ela, são os alunos de 1º e 2º graus que procuram a biblioteca para fazer trabalhos escolares. Eles querem ilustrar o trabalho escolar com as páginas dos nossos livros e acabam danificando-os, justifica. Ela reconhece que as mutilações também ocorrem em grande número com as obras pesquisadas pela comunidade universitária, mas acredita que o controle maior dos frequentadores deverá amenizar o problema.
Atualmente, a biblioteca da UEM tem cerca de 130 mil livros e 130 mil periódicos. Em um recente levantamento feito pela direção do órgão, constatou-se que nos últimos quatro anos 1.752 obras sumiram das prateleiras e outras 6 mil foram danificadas. O prejuízo no período foi de R$ 180 mil. Só o controle dos frequentadores, conforme Ivani, não vai resolver totalmente o problema. Ela afirma que a principal reivindicação continua sendo a ampliação do espaço físico para 12 mil metros quadrados como está previsto no projeto original. Atualmente o prédio tem 4,7 mil metros quadrados.





