Beto Carrero e seu império da diversão
Respeitável público! O mundo mágico do Circo de Beto Carrero está na cidade. Ou melhor, nas cidades. Além da sede em Penha, litoral norte de Santa Catarina, onde existe um parque temático, o circo de Beto Carrero percorre o Brasil inteiro e ainda alguns países do Mercosul com suas seis unidades itinerantes. Uma dessas unidades está em Curitiba, onde fica pelo menos até o final de janeiro.
Projetada em forma de castelo, a lona deste circo é bem diferente da convencional, com cinco pontas, o castelo de Beto Carreiro tem design importado da Itália. Debaixo da lona, aos invés das tradicionais arquibancadas, confortáveis cadeiras. O espetáculo não é só para crianças. O roteiro é cuidadosamente visto e revisto para agradar desde os mais pequenos até os mais velhos.
Tem macacada? Tem sim senhor! São três chimpanzés e três macacos que fazem acrobacias, andam de bicicleta, se equilibram em bolas e tiram boas gargalhadas da platéia. Tem palhaçada? Tem sim senhor! Os palhaços russos são talvez a maior atração do circo. Se não a melhor, com certeza a mais engraçada. Outros bons números são o Globo da Morte com três motocicletas girando ao mesmo tempo, os trapezistas, os 20 cães e os oito gatos adestrados que dão um verdadeiro show. E a grande atração desta temporada: o número em que um único domador fica numa jaula com 11 tigres. Além é claro do show do anfitrião Beto Carrero e seu fiel companheiro o cavalo Faísca.
Para montar toda esta indústria da alegria, são precisos muitos braços fortes e disposição. Afinal para montar cada unidade do circo, que tem 750 toneladas em equipamentos, são necessárias 70 pessoas trabalhando duro durante três dias, que é o tempo médio para montar toda a estrutura. Para transportar esta parafernalha, 20 traillers e 24 carretas cruzam as estradas do Brasil, Argentina e Uruguai. Nesta temporada, os chilenos também poderão ver as peripécias de um circo brasileiro, que tem capacidade para abrigar 2.500 pessoas sentadas.
Neste mundo do circo as nacionalidades se misturam. São russos, italianos, argentinos, uruguaios, romenos e, é claro, muitos brasileiros. Ao todo 150 pessoas viajam com as unidades ambulantes entre artistas e pessoal de serviço. Às vezes isso aqui vira uma verdadeira Torre de Babel, conta o gerente do circo, Geferson Régis, de 48 anos, todos vividos dentro do circo. Mas a linguagem do circo é universal e todo mundo se entende, garante. E que Língua é essa? Deixar tudo pronto para o próximo espetáculo e agradar em cheio nosso público. Ele fala com propriedade, pois antes de entrar para a vida administrativa do circo trabalhou em quase todas as funções debaixo da lona.





