A vida de quem foi beneficiado pelo Programa Minha Casa Minha Vida Rural tem mudado bastante. Muitas famílias de agricultores e produtores rurais viviam em imóveis antigos, com muitos problemas no telhado ou mesmo com necessidades de reformas urgentes. O granjeiro Celso Pereira Goulart, por exemplo, morava em uma casa de madeira construída há mais de 30 anos e a cada chuva ele sofria por causa das goteiras. "A gente precisava sempre de um balde para socorrer, senão molhava tudo. Meu filho Wesley dormia na sala e sofria muito porque sempre tinha que acordar para conter as goteiras. Isso quando a goteira não caía em cima dele", relatou.
Quando soube que seria contemplado por uma casa do programa, Celso passou a acompanhar as obras de perto. "Eu vi cada tijolo dessa casa sendo assentado. Quando o pedreiro faltava, eu ligava para ele cobrando para ele vir trabalhar", relembrou. "Quando coloquei a chave na casa pela primeira vez foi muito gratificante. Antes mesmo de colocarmos os móveis, já queríamos estar aqui", relatou.
A casa da família de Celso possui dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço, mas existem planos para ampliar o espaço em breve. A esposa Vanusa explicou que hoje as crianças dormem todas no mesmo quarto, mas ela acredita que, em breve, será necessário aumentar o número de quartos e a cozinha, que achou pequena. Celso relata que há tempos pretendia construir uma casa, mas ele não possuía recursos suficientes. A casa antiga demandava muito gasto com manutenção e o dinheiro fazia falta no fim do mês.
A agricultora Maria Gonçalves Baldoíno estava há muitos anos na fila de espera de um imóvel próprio. "Sempre morei no canto dos outros. Nunca morei no que é meu. Por esse motivo sempre esperei por essa casa. Logo que o programa saiu, entramos com inscrição", relatou. A casa onde ela morava anteriormente não era adaptada e a filha Maria Aparecida é deficiente física. "A gente morava em uma casa antiga, com mais de 70 anos. Ela era toda de madeira e quando chovia molhava tudo dentro e precisávamos arrastar a cama para não molhá-la. O imóvel também tinha muitos degraus", relatou.
Devota de Nossa Senhora Aparecida, Maria relata que seu sonho era morar em uma casa "de material", se referindo ao imóvel de alvenaria. Hoje ela possui dois espaços em que coloca imagens da santa. "Para mim, é sempre Deus em primeiro lugar", afirmou.

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