Curitiba - Os calouros da UFPR comemoraram a aprovação com banho de lama no Centro Politécnico. A recepção foi promovida pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE). Depois de tentar pela segunda vez, a caloura de pedagogia Ana Luiza Suhr Reghlin, passou no vestibular por meio das cotas para escolas públicas. ''É um pouco preconceituoso, mas para mim valeu a pena'', comentou. E as opiniões dos aprovados divergem sobre o sistema de vagas reservadas. ''Acho que isso é usado para justificar um erro do ensino básico e não é certo'', argumentou a caloura de engenharia química, Alexadra Low, que avaliou o vestibular como fácil.
Tentando entrar no curso de medicina há três anos, o calouro Marcello Tortelli Bavaresco reclamou das cotas, principalmente para os negro (já que não tem a ver com escolaridade). O certo, para ele, seria entrar na faculdade pelo bom desempenho. ''Tem que passar pela capacidade.'' Já o calouro de engenharia química, Daniel Frutos, discorda de seus colegas. ''Achei que o vestibular foi bom, que a mudança para as duas fase foi boa e acho justo, por todo o processo histórico, o sistema de cotas.'' ''As cotas remediam pelo menos um pouco o problema que essas pessoas vêm enfrentando há anos'', afirmou o calouro do curso de história Orlando Gois. (A.B.)

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