Bem-sucedido, empresário investe no terceiro projeto
Com a auto-estima em baixa, Dionei Luiz Alves chegou a pensar em abrir mão da empresa de Alho Topp, no início do ano passado, e aceitar o convite para trabalhar em prefeituras da região. Tinha recebido dois convites. Mas, antes, só para aliviar a consciência, resolveu fazer cursos oferecidos pelo Programa Bairros em Ação. Era o que estava faltando para recuperar o ânimo e descobrir os segredos de bem administrar o meu negócio, diz, praticamente às vésperas de abrir o seu terceiro empreendimento, uma fábrica de bolas plásticas promocionais.
Alves lembra que, quando a empresa de alho agonizava, no início do ano passado, o movimento mensal era de R$ 2 mil a R$ 3 mil. O negócio foi reestruturado, a partir de abril, inclusive com a contratação de mais vendedores externos e com a equipe de seis pessoas, todas aposentadas, que trabalham no setor de limpeza e embalagem do produto, adquirido nos mercados catarinense e goiano. Com isso, o movimento médio mensal passou para 25 mil pacotes de alho, em embalagens de 100 e 150 gramas e de 10 quilos. Ele comemorou o fechamento do mês passado com faturamento de R$ 42 mil. A Alho Topp atua em Guarapuava e municípios da região.
Animado com os novos rumos do varejo, Alves decidiu, em seguida, tentar a sorte no segmento de atacado de produtos de R$ 1,99. Em parceria com uma empresa tradicional, o Atacado 1,99 Topp Gibim, oferece cerca de mil itens espalhados em uma loja de mil metros quadrados às margens da BR-277, que o empresário considera a rota do Mercosul. O local, segundo ele, amplia as possibilidades comerciais com outros Estados, principalmente Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Segundo Alves, a Topp Gibim oferece desde material escolar, brinquedos, plásticos, perfumarias, louças e importados para mercadistas e lojas de 1,99, além de fornecer também produtos para prefeituras. Os negócios vão bem, mesmo considerando que abrimos o atacado em junho do ano passado. Mas o local onde a loja funciona é estratégico e temos trabalhado a nossa marca por meio de brindes, como mapas rodoviários, além de tê-la personalizado em notas ficais, impressos e roupas dos funcionários, diz. O empresário tem sete empregados, com salários médios de R$ 300,00 mensais, mais o vale-transporte.
Com a assessoria da coordenação do programa Bairros em Ação, Alves se prepara para outro empreendimento, a fábrica de bolas promocionais, que ele quer ver entrar em operação dentro de 60 dias, em uma instalação no prédio onde funciona a loja de atacado e o escritório da indústria de alho. Objetivo, ele diz que que começar bem o negócio, aproveitando o ano eleitoral, que deve render boas encomendas.
O empresário garante ter feito pesquisa para avaliar o potencial do mercado e a viabilidade econômica do negócio. No momento, está concluindo estudos para determinar o volume de produção diária, se 1,5 mil ou 4,5 mil bolas por dia. A partir daí irá definir o total de investimento - entre R$ 50 e R$ 120 mil -, as linhas e fontes de financiamento e a compra de matéria-prima, que é a resina. É preciso planejar tudo, desde o que o mercado quer até tentar comprar a matéria-prima à vista, diz. Segundo ele, o ganho por unidade pode variar entre R$ 0,05 e R$ 0,10. Então, quanto maior for a encomenda, melhor será o lucro do empreendimento, afirma.





