Uma ideia aparentemente simples está mudando a realidade da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Universitário de Maringá. Há dois dmeses os bebês prematuros que ficam em recuperação nas incubadoras têm um conforto extra. Além da temperatura constante que não os deixa sentir frio, do oxigênio extra que facilita a respiração e da atenção que recebem em tempo integral, eles agora permanecem todo o dia aconchegados em pequenas redes de pano, que reproduzem, em parte, o formato do útero materno.
  A ideia de pendurar as redes dentro das incubadoras foi da auxiliar de enfermagem Isabel Terezinha Leli, que trabalha há 15 anos em UTI pediátrica. Por ser uma experiência recente, ainda não há estudos comprovando sua eficiência, mas já foi testada em cerca de 20 bebês, e em todos o resultado foi positivo. ‘‘O recém-nascido tem lembranças da vida intrauterina, e tudo o que lembra este período lhe proporciona muito bem-estar, fazendo com que ele gaste menos oxigênio e menos calorias. Com isso passam a ganhar peso e podem ir mais cedo para casa’’, explica a enfermeira Maria Cristina Pereira, supervisora técnica da UTI Neonatal.
  Por enquanto, como a experiência ainda é nova e não se sabe se a constante permanência nas redes pode causar algum prejuízo anatômico para os bebês, eles são mantidos ali somente durante o dia. Maria Cristina já pensa na possibilidade de testar o método também com os casos mais graves, de bebês prematuros extremos. Segundo a supervisora, os pais têm reagido bem à novidade, pois percebem o bem-estar dos filhos.

● Bebês que nascem antes de 37 semanas de gestação, com baixo peso, possuem órgãos imaturos, têm dificuldade respiratória e pele avermelhada coberta por lanugo (penugem especial do feto, muito fina, que permite ver os vasos sanguíneos mais grossos)

● A incubadora consiste numa espécie de berço fechado que mantém uma temperatura constante bem como o oxigênio e umidade, para evitar que o bebê perca calor e deixe de ganhar peso

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