Belinati tenta reduzir déficit de R$ 2 mi
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sexta-feira, 22 de janeiro de 1999
Patrícia Zanin 
O prefeito Antonio Belinati (sem partido) anunciou ontem novas medidas para conter gastos com o objetivo de tentar reduzir o déficit mensal do município que, segundo ele, chega a R$ 2 milhões por mês. De acordo com o prefeito, a arrecadação de Londrina no ano passado foi de R$ 142 milhões, dos quais R$ 105 milhões gastos com a folha de pagamento. Ele classificou a situação da prefeitura de extremamente delicada. Vamos fazer de tudo para eliminar esse déficit, que não é de agora. Precisamos salvar as finanças da prefeitura, afirmou.
Ele determinou a suspensão dos aditivos contratuais de obras e serviços em andamento, redução de 50% no repasse de convênios esportivos, culturais e tecnológicos, revisão dos contratos de aluguéis, vigilância e locação de veículos, além de redução em 30% nos gastos com custeio. Os interurbanos serão bloqueados e não haverá retorno das horas extras.
O prefeito também autorizou um recadastramento geral no quadro de servidores para verificar se estão ocorrendo distorções que podem onerar os cofres públicos. Não está prevista a redução no salário de comissionados, como ocorreu no governo do Estado. Temos vários cargos de comissão não preenchidos, argumentou Belinati.
Na semana passada, ele havia anunciado que não faria novas obras por 120 dias. O prefeito admitiu que a situação do município estaria difícil para investimentos e obras não fossem os recursos da privatização de 45% das ações da Sercomtel - R$ 186 milhões.
Todas as medidas divulgadas ontem foram definidas anteontem à noite, durante uma reunião com o secretariado, da qual não participou o titular da pasta da Fazenda, Luiz César Guedes. Segundo o secretário de Administração, Wilson Mandelli, Guedes está em férias, mas forneceu sugestões por telefone.
Na avaliação de Mandelli, o prefeito foi previdente ao reservar os dois primeiros anos de gestão para cumprir compromissos de campanha como a geração de empregos através da industrialização, o asfalto em 28 bairros, a construção do Pronto Atendimento Infantil, o Banco do Empreendedor, as escolas de informática nos bairros e a rede de esgoto.
Segundo Mandelli, a prefeitura dispõe de uma situação mais equilibrada que as outras, mas não pode descuidar. Ele disse que a Secretaria da Fazenda trabalha com previsão de aumento da receita para este ano, mas a política monetária pode atrapalhar os planos. Queremos o equilíbrio orçamentário. Só vamos investir se houver folga no caixa, afirmou. O secretário disse que não está previsto corte de pessoal.
Para o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Gláudio Renato de Lima, se existem problemas é melhor buscar soluções. Antes que eles se tornem insolúveis. Ele disse que vê impedimento no recadastramento que a prefeitura pretende realizar. Não há servidor fantasma, mas, se houver, tem que ser demitido.


