Belinati faz segredo sobre transporte coletivo
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 23 de janeiro de 1997
Da Redação 
O prefeito Antonio Belinati afirma já ter decidido se uma ou mais empresas vão operar provisoriamente no transporte coletivo do perímetro urbano após o dia 27 - quando vence o contrato entre a administração municipal e a empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), permissionária do serviço. Mas, ao contrário do que havia prometido na semana passada, o prefeito não deve anunciar sua decisão hoje.
A decisão está sacramentada e o anúncio está previsto para hoje, mas não afasto a hipótese de deixar para os últimos minutos de segunda-feira, ressalta. O prefeito explica que baixará um decreto permissionário para uma ou mais empresas operarem por tempo indeterminado no transporte coletivo. Este decreto, segundo ele, poderá ser anunciado até às 18 horas de segunda-feira que ainda dará tempo para ser publicado no Diário Oficial.
Antônio Belinati diz que pode protelar a comunicação para evitar que alguma empresa ou cidadão ingresse na Justiça e consiga uma liminar suspendendo o decreto. O prefeito alega que o fato de retardar o anúncio é uma estratégia política que está sendo avaliada.
Decreto vai
permitir que
empresas operem
na área urbana
Além de a TCGL continuar operando em caráter precário, existe ainda a possibilidade do aproveitamento da empresa Francovig (atual permissionária das linhas distritais). Na semana passada, a Francovig protocolou junto à Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) proposta de exploração do serviço na zona sul. Há ainda, segundo o prefeito, o interesse de quatro grandes empresas do País em atuarem em Londrina.
Na opinião do prefeito, o decreto permissionário não atende a necessidade maior da administração. Ele entende que mais importante é a Justiça julgar rapidamente a ação que impede a prefeitura de iniciar o processo de licitação de 100% das linhas urbanas.
Ontem à tarde, o prefeito afirmou que não irá conceder aumento tarifário de 25%, protocolado pela TCGL na semana passada junto à Comurb. O pedido será negado por determinação direta minha, afirmou. O diretor da Grande Londrina, Manoel Lopes, preferiu não comentar a decisão do prefeito. Atualmente, a tarifa é de R$ 0,60 e se o reajuste fosse concedido, subiria para R$ 0,75.


