Belinati faz críticas à Infraero
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quinta-feira, 01 de outubro de 1998
Osmani Costa 
A despeito de todos os esforços que a superintendência e os funcionários da Infraero têm feito, aquela empresa tem deixado a desejar no tocante ao atendimento aos usuários do aeroporto da cidade; ela tem estado aquém da expectativa, das necessidades e do merecimento de Londrina. Esta crítica à Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) - que administra o funcionamento do aeroporto de Londrina - foi feita, na tarde de ontem na Câmara Municipal, pelo prefeito Antonio Belinati (sem partido).
Ele ressaltou que a prefeitura está disposta a colaborar com tudo o que for necessário e possível para, em conjunto com a Infraero, resolver definitivamente os constantes problemas que têm afetado o aeroporto local, com constantes atrasos e cancelamentos de vôos nos últimos meses. O grande movimento de passageiros no aeroporto demonstra o crescimento econômico de Londrina e região. Este desenvolvimento não pode ser prejudicado por problemas de pouso e decolagens. Temos que realizar, com brevidade, as obras que o aeroporto necessita para se tornar viável e estar à altura da qualidade e grandeza da cidade.
Segundo o prefeito, a classe empresarial não pode mais continuar sendo penalizada por defeitos em equipamentos que causam os cancelamentos de vôos. Para resolver a situação, vamos fazer a nossa parte. Estamos pedindo aos vereadores que aprovem o projeto de doação das novas áreas; e, na sequência, se preciso, vamos ajudar também na compra de equipamentos mais modernos para o aeroporto, que é de fundamental importância para o desenvolvimento de Londrina, afirmou Belinati.
O projeto do Executivo que propõe a doação das áreas - num total de quase 245 mil metros quadrados e avaliadas em mais de R$ 792 mil - ao Ministério da Aeronáutica deve voltar à pauta de votação na próxima semana, de acordo com o líder de Belinati na Câmara, Renato Araújo (PPB). Ele havia saído de pauta, na última semana, porque alguns vereadores se opuseram à doação enquanto a Infraero não resolver o problema do VOR - equipamento que auxilia nos pousos e decolagens -, desativado há mais de três meses.
Os vereadores solicitavam também explicações técnicas do Instituto de Planejamento e Pesquisas de Londrina (Ippul) sobre o impacto ambiental que a ampliação das instalações aeroportuárias podem causar no meio ambiente e sobre a vida da população daquela região da cidade (zona leste). O presidente do Ippul, Mário Stamm Junior, esteve na sessão de ontem e garantiu que não há a necessidade de se realizar um novo Relatório de Impacto Ambiental Urbano (Riau).
As áreas que estão sendo doadas já fazem parte de uma zona especial, prevista pelo Plano Diretor aprovado em julho pelos vereadores, destinada à revitalização do nosso aeroporto. A doação das áreas é imprescindível para a ampliação da pista em mais 300 metros e para a instalação de novos equipamentos de auxílio à navegação aérea; fundamentais para a solução dos atuais problemas aeroportuários, explicou Stamm Júnior.
As áreas - que anteriormente pertenciam a 21 donos - já pertencem ao município, depois de terem sido desapropriadas e indenizadas. Elas ficam nas duas laterais - onde serão instalados os equipamentos - e na cabeceira da pista, onde ocorrerá a ampliação. Estas obras, além da completa reforma do terminal de embarque serão feitas com recursos da Infraero.


