A Guarda Municipal, criada durante a administração passada para garantir a segurança nas propriedades municipais (creches, escolas, praças, parques, cemitérios, etc) foi extinta na sexta-feira. Segundo o secretário da Administração, Moysés Leônidas, a decisão foi do prefeito Antonio Belinati e é reflexo da crise financeira vivida pelo município.
A extinção já começou a provocar uma série de reclamações e pedidos de soluções provisórias para a falta de segurança a que ficaram expostos os prédios públicos. ‘‘Se a escola ficar sem guardas, as depredações e roubos vão voltar a acontecer e alunos e professores não vão ter nenhuma segurança’’, reclama a diretora da escola municipal Claudia Risi, Sonia Maria Fernandes.
A escola fica no Conjunto José Giordano (zona norte) e a diretora afirma que antes da criação da guarda ela era alvo constante de roubos e de maconheiros. ‘‘Não conseguíamos nem manter nossa horta em ordem, e o alambrado vivia sendo cortado’’, lembra.
Moysés Leônidas conta que, além dos ofícios, recebeu vários telefonemas reclamando a falta dos guardas. ‘‘Uma senhora foi assaltada no Zerão, as diretoras das escolas estão preocupadas e a Acesf precisa de pelo menos 20 guardas para manter a segurança dos cinco cemitérios municipais’’, cita como exemplos.
Ontem à noite, a guarda dos cemitérios foi feita ‘‘excepcionalmente’’ por funcionários da Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf). ‘‘Contamos com a boa vontade dos funcionários para suprir esta deficiência, mas já pedimos para que a prefeitura ceda 20 dos vigias concursados para fazer o serviço’’, defende o superintendente da Acesf, Gustavo Santos.
Moysés Leônidas concorda que o fim da guarda municipal vai provocar sérios problemas. ‘‘O patrimônio público precisa de segurança e o cidadão paga por isto. O serviço da Guarda foi terceirizado ainda na administração passada. A segurança era feita por cerca de 300 homens e custava mensalmente cerca de R$ 120 mil aos cofres municipais.
O contrato com a empresa Valeservice terminou no último dia sete. Antes, a Secretaria de Administração providenciou abertura de nova licitação, mas todas as empresas inscritas foram desclassificadas por falta de documentos. ‘‘Estávamos organizando nova licitação quando a chegou a determinação para extinguir o serviço’’, diz Leônidas.

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