Paulo Wolfgang/Arquivo FolhaBolso vazioO prefeito Belinati: ‘Não temos dinheiro para pagar o serviço’O prefeito Antonio Belinati afirmou ontem à noite que não pretende rever o contrato com a Waleservice, empresa que terceiriza os serviços da Guarda Municipal. ‘‘Se não temos dinheiro para pagar, não vamos contratar’’, disse. Apesar do contrato com a empresa não ter sido renovado, o serviço de segurança dos prédios municipais continuará sendo feito pelos 126 servidores concursados, que atuam no setor de segurança da Prefeitura.
Segundo Belinati, cada vigilante dos 106 mantidos pela Waleservice custava mais que o dobro do que um funcionário concursado que presta o mesmo serviço. ‘‘Não adianta renovarmos o contrato e daqui a 30 dias não termos o dinheiro para o pagamento. Eles vão fazer greve’’, disse. ‘‘É fundamental pisar com segurança. Lamento profundamente o desemprego dessas pessoas mas a Cidade não vai me perdoar se reconsiderarmos a situação e depois ficarmos com mais dívidas.’’
Para reforçar o trabalho de segurança o prefeito já tem uma proposta. Dentro dos próximos dias, ele pretende se reunir com lideranças de bairros e propor a utilização da mão-de-obra de aposentados para a garantia da segurança dos prédios públicos. ‘‘Eles teriam uma ajuda mensal que seria destinada à associação de moradores para que fizesse o repasse e cada um trabalharia no seu próprio bairro vigiando a creche, a escola.’’
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O secretário municipal de Administração, Moysés Leônidas, esclareceu que a Guarda não foi extinta, mas desativada temporariamente por falta de dinheiro. Muita gente procurou ontem o secretário de Administração, inconformada com a desativação do serviço. ‘‘Um usuário do Zerão me ligou perguntando como vai ficar a segurança no parque’’. Ao contrário da avaliação feita pelo prefeito, o secretário de Administração disse ser mais barato terceirizar o serviço do que contratar funcionários. ‘‘A terceirização foi uma coisa inteligente que o Cheida (o ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida) fez’’.
Ele disse ontem que tentaria convencer o prefeito Antonio Belinati a não desativar o serviço prestado pela Guarda Municipal. Segundo ele, o prefeito resolveu desativá-la atendendo um apelo do secretário de Fazenda, Luis Cesar Guedes. ‘‘A Secretaria de Fazenda diz que o município está sem dinheiro. Mas eu vou tentar expor o problema da minha secretaria, que é a responsável pelo patrimônio público municipal’’.
Moysés Leônidas adiantou que iria argumentar com o prefeito, lembrando que cerca de 100 vigilantes ficarão desempregados. ‘‘Além disso, com a falta da Guarda Municipal, há o risco de depredação nos prédios públicos e a falta de segurança no Zerão e Igapó’’. Desde a manhã do último domingo, prédios e parques públicos estão sem vigilantes.
A ordem para a desativação do serviço chegou quando o serviço estava em processo de licitação para renovação de contrato. Os envelopes com as propostas das empresas interessadas em prestar o serviço foram abertos no último dia 7 de maio. Todas as concorrentes foram desclassificadas por falta de um documento e foi dado prazo de 5 dias para que elas apresentassem recurso regularizando a documentação.

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