Mário CésarPuxão de orelhaBelinati, ontem, no canteiro da Dixie Toga: ‘Não quero criticar os policiais, mas o comando da PM’ O prefeito de Londrina Antonio Belinati (PDT) criticou ontem o comando do 5º Batalhão da Polícia Militar, por ter enviado policiais ao canteiro de obras da Dixie Toga, anteontem à tarde, para garantir a retirada de um caminhão e de uma máquina perfiladeira. ‘‘A Polícia Militar transformou o canteiro de obras numa verdadeira praça de guerra’’, disse o prefeito.
Quatro oficiais de justiça e mais de 30 policiais estiveram na Cidade Industrial (zona norte) para cumprir ordem da juíza Cristiane Tereza Willy Ferrari, que acatou liminar da Justiça mineira, determinando busca e apreensão dos equipamentos. Belinati disse que não estava questionando a determinação judicial, mas a atitude do comando da PM. ‘‘Há tantas determinações judiciais que levam tempo para serem cumpridas e, de repente, a PM entra numa briga de pai e filho de Minas Gerais.’’
A briga familiar a que o prefeito se refere é que há indícios de que a pendência judicial seja entre duas empresas da mesma família. A empresa mineira Santa Amália moveu ação cautelar contra a Metalic Estruturas Metálicas, que estaria devendo aluguel de um caminhão e de uma máquina perfiladeira. A Metalic presta serviços para a Racional Engenharia, responsável pela construção da fábrica da Dixie Toga em Londrina. Segundo o engenheiro chefe da Racional Engenharia, Marco José Torres, está havendo má-fé da Santa Amália. ‘‘A Metalic é de Eduardo Sarubi e a Santa Amália, de sua esposa e de seus filhos.’’
De acordo com Torres, o departamento jurídico da Racional está estudando quais medidas deve adotar, já que o contrato prevê a permanência dos equipamentos por 60 dias em caso de rescisão. Torres explica que a perfiladeira retirada é a única no País que faz o perfilamento usado na obra da Dixie Toga. A Racional está procurando no mercado uma outra máquina que possa ser adaptada para fazer o mesmo serviço.
Belinati disse que a resistência dos trabalhadores ocorreu porque eles sabem da importância da fábrica para a Cidade. ‘‘Não quero criticar os policiais, mas o comando da PM. A prioridade da polícia deveria ser prender bandidos, traficantes, estupradores.’’ Para o prefeito, parecia até a PM de Minas Gerais. ‘‘Foi uma atitude inconveniente contra a cidade de Londrina e o Estado do Paraná. A PM não agiu com inteligência.’’
O comandante do 5º BPM, Marino Burile, afirma que a PM foi solicitada para garantir o cumprimento da lei. ‘‘Quem deve ser procurada é a juíza, que determinou a apreensão dos equipamentos inclusive com arrombamento, se fosse preciso; e os oficiais de Justiça. Quatro oficiais vieram aqui solicitar reforço policial. A PM só foi ao local para garantir a lei.’’

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