Belga acusa educador de tolher emoção de alunos
Belga acusa educador de
tolher emoção de alunos
Jean Therer intitula
os professores de
educastradores e
predagogos
Ana Clara Garmendia
Especial para a Folha
Mauro FrassonTherer: professores não fazem alunos expressarem seus sentimentosTodo mundo pode ficar com raiva. É fácil. Mas, ficar com raiva com discernimento, no momento certo, no grau certo e contra quem merece, isto é difícil. A frase do filósofo grego Aristóteles é do século IV a.C., mas traduz hoje as idéias do educador belga Jean Therer.
Therer, doutor em ciências pedagógicas pela Universidade de Liége, na Bélgica, está em Curitiba a convite da Universidade Tuiuti. Ele é o protagonista de um seminário sobre como desenvolver o lado emocional nas salas de aula, para aprimorar o aprendizado.
Intitulando os educadores de educastradores e predagogos, Therer acredita que a maioria deles não é capaz de fazer com que os alunos expressem seus sentimentos. Um dos caminhos para modificar isso, segundo o especialista, seria a implantação de programas de educação emocional. Outro seria a valorização do que ele batizou de Declaração dos Direitos do Aprendiz, na qual são formulados os direitos do aluno: aprender com prazer, aprender em seu próprio ritmo, aprender falhando, e direito de conhecer os critérios de avaliação de seus formadores.
Therer é também defensor dos sete pilares da felicidade, que seriam a auto estima, a imanência (características de cada um, independente de influências externas), a coerência, a liberdade interior, a resiliência (capacidade de enfrentar situações de risco), a serenidade e a expressão Carpe Diem, eternizada no filme Sociedade dos Poetas Mortos e que significa viver intensamente o dia.
Com os estímulo destes pilares os educadores poderão fazer os alunos se tornarem mais emocionais e com isso mais felizes, afirma Therer.
Ao chamar os educadores de educastradores e predagogos, o belga reflete o pensamento de alguns alunos da Tuiuti. Nós nos sentimos castrados. Você até pode expor as suas idéias, mas o professor faz o que ele acha melhor. A maioria não tolera as nossas opiniões, queixa-se Angélica Lodovico, cursando o primeiro ano de Fisioterapia.





