No caso do quentão, segundo os especialistas, o risco está na gemada que, muitas vezes, é adicionada à bebida. A gemada deve ser feita apenas com ovo pasteurizado ou em pó, e nunca com ovo cru, que tem alto risco de conter salmonela, bactéria causadora de intoxicação alimentar.
O médico Mauro Scharf alerta, também, para o abuso com o quentão. A principal advertência é para que não seja servido às crianças, o que acontece frequentemente. ''É uma bebida docinha, parece inocente, mas a pessoa não pode esquecer que é feita de vinho e cachaça'', afirma.
Enquanto toma um quentão na feira especial da praça Osório, em Curitiba, a aposentada Alice Goto conta que sempre vai nas feiras gastronômicas da cidade, e que não tem medo de comer nas feiras. ''Eu gosto de acarajé, comida baiana, japonesa, nunca perguntei como a comida é feita. Acho que é falta de ética'', diz ela, que observa apenas se o local é limpo.
Na barraca de questão, a vendedora Priscila da Cruz diz que os clientes não costumam questionar. ''A maioria quer com gemada, mas ninguém pergunta como é feito. A gemada não pode ficar parada, ou pode fazer mal. Toda hora tem que fazer um nova'', diz.
Na barraca Delícias do Milho, Helenilda de Souza vende produtos como curau, pamonha, torta salgada, pudim. ''tem que tomar muito cuidado, limpar bem a espiga, tirar todo o pelo'', diz ela, mostrando que aplica os ensinamentos aprendidos no curso do Senac: plástico cobre os alimentos, nada é pego sem um pegador e produtos são conservados na temperatura correta em caixas de isopor. (M.G.)

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