Daniel Balzanelo, de apenas um ano, morreu afogado no domingo, por volta das 16 horas. Ele caiu numa piscina da Chácara ''Sonho Meu'', na Bratislava, em Cambé (13 km a oeste de Londrina). O menino estava com o pai, que chegou a socorrer a criança mas não conseguiu ressuscitá-la. A família mora na rua Ataulfo Alves, no Conjunto Vivi Xavier, na zona norte de Londrina.
Daniel foi a terceira criança que morreu afogada nas últimas duas semanas na região de Londrina. No sábado, Eli Marques Garcia, 12 anos, se afogou numa represa do Rio Jacutinga na zona oeste da cidade. Era fim de tarde e ele estava brincando com outras duas crianças. Eli também foi socorrido pelo pai, que tentou levá-lo ao hospital, mas o garoto não resistiu. No último dia 12 uma menina de 6 anos morreu afogada numa represa do Ribeirão Cambezinho, nos fundos do Parque Ney Braga (zona oeste). Laine Pereira Ribeiro estava sozinha mas foi vista por uma dona de casa que pescava no local e chamou os bombeiros. A menina tinha distúrbios mentais e costumava fugir de casa. Laine não sabia nadar e quando os bombeiros chegaram, ela já estava morta.
As estatísticas se repetem todos os anos: quando o clima começa a esquentar, aumentam os casos de crianças afogadas em piscinas, rios e represas. Segundo o Tenente Rodrigo Massayuki Nakamura, do Corpo de Bombeiros de Londrina, a maioria dos acidentes deste tipo pode ser evitado. A principal recomendação é nunca deixar crianças pequenas sozinhas perto da água. ''Qualquer buraco cheio de água ou até mesmo uma poça mais funda é perigo na certa. A criança pequena cai, se apavora e muitas vezes não consegue ficar de pé'', explicou.
Se a piscina for funda ou se o local tiver um lago, rio ou represa, o cuidado deve se estender para as crianças maiores também. ''A morte por afogamento acontece muito rápido, por isso prevenir é essencial. Quando a pessoa começa a engolir água junto com a respiração, essa água vai para os pulmões e, em questão de minutos, causa asfixia'', alertou. O uso de bóias e salva-vidas, segundo Nakamura, ajuda bastante mas quando se trata de crianças brincando na água, ainda assim é preciso haver um adulto por perto.

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