Maringá - O bebê Diogo Felipe Carmo Costa, 22 dias, morreu na manhã de ontem, em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) improvisada no Hospital Universitário. Embora o encaminhamento do bebê fosse para uma UTI Neonatal, Diogo recebeu atendimento em um quarto de enfermaria. A causa da morte foi infecção generalizada em função de uma gastroenterite. O diretor médico do HU, Ricardo Plépis Filho disse que o bebê recebeu atendimento intensivo mesmo na ala improvisada, mas admitiu que o mais indicado era de que tivesse sido internado na UTI Neonatal.
Os pais de Diogo não quiseram falar com a imprensa ontem. Conforme Plépis, o bebê já tinha sido atendido na última sexta-feira, no posto de saúde Zona Norte, em Maringá. Na segunda-feira, conforme o médico, a família de Diogo buscou atendimento no Pronto Socorro de Sarandi (7 quilômetros de Maringá), que diagnosticou o quadro grave do paciente e o encaminhou para o HU. ‘‘Desde o momento que o bebê chegou no HU, na madrugada de hoje (ontem), recebeu todo tipo de atendimento intensivo necessário, mas o ideal é que tivesse sido internado na UTI Neonatal’’, disse Plépis. ‘‘Se o bebê tivesse sido encaminhado para UTI Neonatal há dois ou três dias, talvez tivesse mais chance de recuperação’’, continuou o médico.
O HU realiza, em média, 8 mil atendimentos ao mês. Nos finais de semana, a situação é caótica no hospital. Só no último final de semana, desde sexta-feira à noite até a manhã de segunda-feira foram atendidos cerca de mil pacientes no Pronto Atendimento. Ontem à tarde, 22 pessoas estavam em observação no hospital. Quatro pacientes aguardavam vagas para internamento. Uma senhora de 86 anos, aguarda por uma vaga na UTI desde o dia 12. A UTI adulta, com quatro leitos e a UTI Neonatal, com seis leitos estão sempre ocupadas.
De acordo com a enfermeira-chefe Maria Amélia Fernandes, a ocupação dos leitos do HU é de 100% e em todo plantão que inicia às 19 horas há uma demanda de 200 pacientes. Sem leitos disponíveis nos quartos e enfermaria, os funcionários fazem uma espécie de triagem. ‘‘Os pacientes mais doentes ocupam as macas e aqueles um pouco melhor vão para as cadeiras nos corredores do hospital enquanto aguardam as vagas de internamento’’, diz Maria Amélia.

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