A Justiça instaurou procedimento para investigar a morte de um bebê de três meses na Casa Abrigo, em Foz do Iguaçu. Matheus Henrique de Almeida morreu por asfixia enquanto repousava na casa assistencial na noite de segunda-feira. A mãe do bebê acusa os funcionários da casa de negligência. A diretoria discorda e promete auxiliar na investigação.
O Instituto Médico-Legal (IML) realizou ontem um exame de necrópsia a pedido
do juiz da Infância e da Adolescência, Lourenço Cristóvão Chemin. O laudo deverá ser divulgado em 10 dias. O atestado de óbito já indicou que a morte foi causada por uma broncoaspiração. A criança teria engasgado quando tomava leite numa mamadeira.
O menino era filho de Terezinha de Almeida, 26 anos, detida na Cadeia de Três Lagoas sob acusação de tráfico de drogas. Matheus nasceu quando a mãe já estava presa e por isso permanecia sob a guarda do Conselho Tutelar dos Direitos da Criança. O nome do pai não foi declarado. ‘‘Fiquei somente meia hora com o bebê. Depois ele já foi retirado de mim. E agora, o que vai acontecer?’’, indagou a mãe.
O secretário municipal da Criança, João Pereira Sodré, responsável pela Casa Abrigo, considerou a morte ‘‘uma fatalidade’’. Ele lembrou que esse tipo de fato ‘‘acontece inclusive quando as crianças estão em casa com os pais’’. Segundo Sodré, quando ocorreu a morte havia 42 crianças no estabelecimento e três funcionários. O promotor Luiz Francisco Barleta Marchioratto oficiou ontem o pedido de interrogatório das testemunhas.

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