Curitiba A morte de um bebê de três meses, que teria esperado por 12 horas uma vaga em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), reacendeu a polêmica da deficiência no atendimento de urgência e emergência, em Ponta Grossa. A criança foi internada no Hospital da Criança na quinta-feira e morreu na madrugada de ontem. A região não dispõe de leitos de UTI pediátrica.
O promotor de Ponta Grossa, Fuad Faraj, disse que iria pedir, ainda ontem, a abertura de inquérito policial para apurar a responsabilidade pela não transferência do bebê para um centro que dispusesse de UTI. Segundo ele, o pedido de vaga em UTI foi encaminhado, por fax, para a Central de Leitos da 3 Regional de Saúde e para Central de Regulação de Leitos, em Curitiba, por volta das 16 horas de quinta-feira.
Faraj lembrou que já havia ingressado com ação civil pública no Juízo de Ponta Grossa, em dezembro de 2005, pedindo a implantação de leitos de UTI pediátrica no município ou que o Estado se responsalizasse pela transferência dos pacientes para hospitais de outras cidades.
Em nota oficial, a Secretaria de Estado da Saúde informou que ''trabalhou dentro de todas as possibilidades, e a transferência só não ocorreu devido ao quadro clínico do paciente''.
Ainda de acordo com a nota, o bebê havia sido internado no dia 6 de agosto, tendo alta cinco dias depois. Retornou ao hospital na quinta e teve o quadro clínico agravado às 14 horas, quando já houve a solicitação de leito de UTI para a Central de Regulação. A vaga foi conseguida às 20h15 e uma ambulância colocada à disposição aguardou por cerca de uma hora e meia, pois o quadro do paciente não era estável, o que impedia sua remoção.

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