Bebê é raptado de casa em condomínio fechado
Em menos de uma hora, o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) e o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) encontraram um menino de nove meses que tinha sido raptado na manhã de ontem, em Curitiba. Porém, o garoto só foi entregue à mãe oito horas depois da polícia ter localizado a criança. O menino A.K.R foi sequestrado às 7h30 de dentro de sua casa, no bairro Atuba, zona norte de Curitiba, e foi abandonado 45 minutos depois, em frente a uma casa, em São José dos Pinhais. A polícia suspeita que o sequestrador estava tentando chegar ao aeroporto para fugir da cidade.
A.K.R. é filho adotivo de Izone Krull Rolim, que estava na faculdade no momento do sequestro. O menino estava com a babá N.A.F.S, de 16 anos, que afirmou não ter visto quando a criança foi levada. Segundo a mãe adotiva da criança, que falou com exlusividade à Folha, a babá era de confiança. Izone disse descartar qualquer suspeita de envolvimento da empregada no sequestro.
A mãe adotiva é viúva e mora apenas com o menino e a babá em um condomínio fechado. Ela informou que nenhum objeto de valor foi roubado da casa, apenas o molho de chaves que abriam as portas do condomínio e roupas do menino.
Izone não quis dar mais detalhes sobre a adoção da criança, mas investigações premilinares do Sicride comprovaram que o processo não é legal. O Sicride apurou que a mãe registrou a criança recém-nascida como sendo seu filho legítimo. A mãe adotiva não informou quem são os pais biológicos do menino, mas será intimada na próxima semana para prestar depoimento. A babá também deverá ser ouvida.
A mãe adotiva da criança disse ter ficado satisteita com o trabalho do Sicride e Cope, mas reclamou da demora para receber a criança. O Sicride esclareceu que o procedimento é normal e que depende da apresentação de documentos e exames médicos para que o menino seja devolvido aos responsáveis. Desde 1995, 457 crianças desapareceram no Estado. Apenas um caso não foi solucionado.





