Curitiba Uma menina de dez meses de idade foi retirada anteontem à tarde do Lar dos Bebês, em Cascavel. Uma mulher, que procurou a instituição se oferecendo para prestar um trabalho voluntariado é a principal suspeita de ter levado a criança. A menina estava no lar por determinação do Conselho Tutelar, que a retirou da mãe ao considerar que esta não tinha condições de criá-la.
Desempregada, a mãe Marlei Michetti esteve no domingo visitando a filha. ''Agora disseram: sua filha sumiu. Eu vi ela domingo no Lar dos Bebês. Fiquei com ela, conversei com ela, brinquei das 9 até as 11 horas, daí tive que sair e deu todo esse rolo'', disse ela, em entrevista a um canal de televisão local.
O delegado-adjunto da 15 Subdivisão Policial, Antonio Donizete Botelho, que investiga o caso, procura a mulher suspeita. Segundo a polícia, ela é morena, tem 26 anos, cerca de 56 quilos, 1,65 metro, cabelos e olhos castanhos. ''Acredito que tenhamos uma solução rápida'', afirmou.
Há cerca de pelo menos três semanas, essa mulher apareceu na instituição para levar doações. Ela pediu para ver as crianças, o que lhe foi permitido, por ser algo comum, principalmente na época do Natal. ''A gente parte do princípio de que quem vem aqui tem boas intenções'', disse a coordenadora da casa, Rosângela de Goes Levandowski. Ela mostrou interesse e perguntou como ser voluntária, sendo informada de que precisaria se cadastrar no Centro de Voluntariado de Cascavel.
A mulher suspeita pediu para vir mais alguns dias para observar o trabalho antes de se cadastrar. Segundo a coordenadora, ela pegou várias crianças no colo e se encantou com a menina que está desaparecida. No sábado, ela esteve na instituição. Anteonem, ela ligou e perguntou pela coordenadora, sendo informada de que ela não estava. Logo depois, a suspeita apareceu no Lar dos Bebês e foi brincar com as crianças.
Entre as 15 horas e 15h30, quando a babá foi dar a mamadeira para a criança, notou a ausência do bebê. Imediatamente a Vara da Infância e Juventude foi comunicada e o caso repassado para a polícia. Segundo a coordenadora, como medida de economia, não há guardas nem câmeras de segurança na instituição e nem funcionário destacado para registrar o nome de todos os visitantes. Ela acredita ter ouvido a pessoa suspeita identificar-se em algum momento como Tere.

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