Bêbados ao volante aumentaram 275%
PUBLICAÇÃO
sábado, 25 de julho de 1998
Dimitri do Valle 
Nem o novo Código de Trânsito Brasileiro assusta os bêbados motorizados. As blitze nas ruas de Curitiba já flagraram mais condutores embriagados entre janeiro a junho deste ano do que no mesmo período de 97. O aumento é de 275%. O acompanhamento mensal feito pelo Batalhão de Polícia de Trânsito (BPtran) mostra que 119 motoristas foram parar na delegacia no ano passado contra os 328 que deram entrada nos primeiros seis meses de 98.
O que antes era considerado apenas uma contravenção penal, agora pode virar crime. Condutores que não passarem no teste do bafômetro, e cujo exame no IML comprovar dosagem alcoólica acima da permitida pela legislação (6 dg/l), vão pagar até R$ 872,00 de multa, acumular sete pontos na carteira e responder a inquérito policial.
Kraw PenasConduta zero...acabou detido por desacato a autoridade, porque teria chamado um policial de otário. Ele nega, porém: Não agredi, não falei nada para ninguém. O carro não deveria ser retido por um mero detalheA nova legislação considera este procedimento gravíssimo e determina o acúmulo de sete pontos na carteira de habilitação. Ao chegar aos 21 pontos, o condutor tem a carteira suspensa e terá de passar por uma nova avaliação técnica e médica para provar que tem condições de dirigir de novo. Antigamente, uma multa que não chegava a R$ 100,00 resolvia o problema entre a autoridade policial e o motorista infrator.
Apesar dos representantes de setores ligados ao trânsito estarem comemorando uma redução considerável nas ocorrências por causa da aplicação do novo código, que completou seis meses de vida na semana que passou, ainda parece ser cedo para empolgações. A gente vai sentir os efeitos mais concretos daqui a alguns anos, prevê o responsável pelo Comando de Policiamento da Capital, coronel Justino Henrique de Sampaio Filho.
Justino acha que a próxima geração de motoristas, que será formada daqui a 10 anos, estará mais consciente de suas obrigações nas vias urbanas e rodovias. Ele considera que além da questão educacional do trânsito, que deverá ter maior atenção num futuro não muito distante, a tecnologia é outro fator para reduzir os acidentes. A frota estará mais nova e o conceito de segurança também vai proporcionar mais segurança, observa. (D.V.)


