Guarapuava
O departamento jurídico da agência do Banco do Brasil de Laranjeiras do Sul (a 109 quilômetros a oeste de Guarapuava), que foi ocupada na semana passada por sem-terra e assentados da região, entrou ontem com uma queixa-crime contra o Movimento Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), na Delegacia de Laranjeiras do Sul.
Segundo o gerente geral da agência, Cesar Poletto, a queixa-crime se deve à invasão realizada pelos manifestantes na agência. ‘‘Entraremos hoje (ontem) com a queixa na delegacia daqui, em função da invasão da agência e por termos conseguido o termo de reintegração de posse. É uma medida necessária’’, disse.
Na semana passada, cerca de 600 assentados e sem-terra de Rio Bonito do Iguaçu, Nova Laranjeiras e Cantagalo, ocuparam as agências do Banco do Brasil e Banestado de Laranjeiras do Sul. Eles fizeram várias reivindicações e protestaram pelo não cumprimento do acordo feito pelo Incra, de que teriam os recursos exigidos repassados pela Cooperativa de Crédito Credtar, que é vinculada a Cooperativa dos Trabalhadores Rurais e Reforma Agrária da Região Centro-Oeste do Paraná (Coagri).
Depois de dois dias de ocupação os manifestantes deixaram as agências, devido ao termo de reintegração de posse concedido pelo juiz Pedro Bettio, do Fórum de Laranjeiras do Sul. Ontem, o grupo ocupou a sede da superintendência do Incra em Curitiba.
O movimento na agência do Banco do Brasil de Laranjeiras do Sul tem sido intenso desde segunda-feira, principalmente por causa dos aposentados que ficaram sem receber na semana passada em função da ocupação pelo MST.

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