Betânia Rodrigues
De Londrina
Especial para a Folha
A 40ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina foi palco do primeiro leilão eletrônico de Cédulas de Produto Rural (CPR) Financeira do mundo. O Banco do Brasil (BB) colocou à venda, ontem, 24 lotes que poderiam ser adquiridos por investidores de todo Brasil via on line. No final, foram negociados 20 lotes do total ofertado. O maior comprador foi a Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), de São Paulo.
‘‘É a primeira vez que o Banco do Brasil vende CPR Financeira. É uma nova opção de financiar a atividade rural’’, disse o superintendente estadual do Banco do Brasil, João Carlos de Mattos.
Cada lote colocado à venda refere-se ao empréstimo que o banco concedeu a um produtor. Quem adquiri-lo tem direito de receber o valor financiado com juro de 1,8% ao mês. De acordo com o diretor de crédito rural do BB, Ricardo Alves da Conceição, no último mês a instituição avalizou 400 CPRs Financeiras para o setor rural no valor de R$ 25 milhões.
Ontem, o Banco do Brasil aproveitou a ocasião para assinar um convênio com a Cooperativa Agropecuária de Produção Integrada do Paraná. Através deste acordo o banco financia todos os agricultores que comprarem insumos da Cooperativa. O primeiro beneficiado foi Katsumi Sérgio Otaguiri que recebeu R$ 9.563,00 para a aquisição do produto. ‘‘A vantagem deste convênio é a antecipação do apoio à safra de verão através da parceria com diversas empresas. Além disso, continuamos emprestando dinheiro para a produção de soja e trigo que serão colhidas no inverno’’, disse Conceição.
Outra novidade apresentada pelo Banco do Brasil foi a inauguração do Moder-Frota em Londrina. Este programa visa modernizar a frota de máquinas e equipamentos agrícolas de todo o Brasil com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ontem, Dagoberto Ludwing assinou o primeiro contrato da região. O produtor de Sertanópolis vai comprar uma colheitadeira com o dinheiro do Moder-Frota e pagá-la em oito anos, com juro de 8,75% ao ano. ‘‘É o índice de correção mais baixo do mercado que pode ser praticado sem perda por qualquer instituição. Este ano, o Banco do Brasil deve investir R$ 250 milhões na compra de máquinas e equipamentos agrícolas em todo o país’’, comentou Conceição.

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