BB garante recursos do Fundo do Centro-Oeste
Foto de Izaías Medeiros/Especial para a FolhaFelipe, do BB: Isso interessaSegundo o superintendente do Banco do Brasil no Mato Grosso do Sul, Luiz Carlos Felipe, o FCO dispõe de R$ 80 milhões este ano para todos os setores no Estado, ficando a avicultura com a fatia de R$ 15 milhões. Nos quatro estados em que funciona, o Fundo dispõe de caixa de R$ 300 milhões para 97.
Quando o empreendimento é viável, o Banco do Brasil, através do FCO, está presente para apoiar, destaca o superintendente. No caso da avicultura, Felipe também aposta no potencial do Estado, e informa que o respaldo das empresas parceiras no sistema de integração é fundamental para o crescimento do setor. As empresas ligadas à integração com os produtores são avalistas dos contratos de empréstimos.
Felipe afirma que vê com bons olhos o avanço da produção de aves no Estado: Isso interessa ao Mato Grosso do Sul e ao Brasil, pois promove o desenvolvimento, diz. Para o assessor da Superintendência José Carromeu Filho, a avicultura é viável, garante giro rápido, com frequência e constância. Estes fatores fixam o homem na terra, aponta.
O Fundo se divide em seis partes, explica Carromeu Filho, e apenas uma delas se restringe a investimentos urbanos - desenvolvimento do turismo regional, com apoio de financiamento a empreendimentos nas capitais. As demais contemplam investimentos rurais, com os programas de desenvolvimento industrial, de infra-estrutura econômica, de desenvolvimento rural, e de apoio à política de reforma agrária.
Prazo de 10 anosSegundo Carromeu, o programa de desenvolvimento industrial converte investimento fixo para implantação, ampliação, modernização, racionalização ou relocalização de empreendimentos, industriais e agroindustriais. O FCO, neste grupo, pode ser acessado também para o financiamento de capital de giro associado.
Os itens financiáveis são os bens e serviços indispensáveis ao empreendimento, com o Fundo assistindo a aquisição de insumos básicos, agroindústria, bens de consumo, bens de capital e tecnologia de ponta. O FCO estabelece como limite financiável a faixa de 60% a 80% do valor orçado, limitado de R$ 1.600 milhão a R$ 2.400 milhão.
Os contratos são feitos com o estabelecimento dos encargos financeiros de TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) mais 6% ao ano (o que dá 9% ao ano no total) com rebate de zero a 45% dos encargos, dependendo do porte, da atividade e da localização da empresa. O prazo para pagamento de contratação de investimentos fixos vai até 10 anos, com carência de três anos, e pagamentos mensais.





