Bazúa atribui plano a Frei Betto e arcebispos
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quarta-feira, 29 de outubro de 1997
Londrina 
Quem dá sustentação teórica e ideológica ao MST?, questionou o conferencista mexicano Lorenzo Bazúa durante palestra anteontem à noite na Rural. E ele mesmo respondeu: Eles são fundamentalistas, existencialistas e marxistas, muitos ainda dentro da Igreja Católica ou recentemente saídos dela.
Segundo ele, os principais artífices da conspiração são o Frei Betto - defensor da Teologia da Libertação - e arcebispos: Frei Betto tem íntima ligação com Cuba do comunista Fidel Castro. O ex-franciscano Leonardo Boff também é visto como líder do movimento: É um detrator do catolicismo que pretende criar a própria igreja. O arcebispo de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns e o bispo de Goiás, Dom Tomás Balduíno, também são vistos por Bazúa como organizadores do complô para desestabilizar o Estado brasileiro, que seria financiado pela Inglaterra.
De acordo com Lorenzo Bazúa, com base nas teorias criadas ou adaptadas pelo educador Paulo Freire - ex-secretário de Educação do PT em São Paulo, falecido recentemente -, todas as personalidades citadas são na realidade os comandantes do MST. As cartilhas que fazem a lavagem cerebral das crianças e adultos nos assentamentos do MST são inspiradas pela teoria da violência pacificadora, de Paulo Freire. A partir dela, o movimento organiza os refugiados econômicos brasileiros para desestruturar a paz social, e passam a pregar o direito ao ódio, à violência e a destruição com apoio da Comissão Pastoral da Terra (CPT) da Igreja Católica.
(Osmani Costa)


