Ao longo do ano, diversos bazares beneficentes são realizados em Londrina. Roupas, calçados, brinquedos, aparelhos eletrônicos e muitas outras mercadorias podem ser encontrados por valores bem acessíveis. Muitas entidades têm nos bazares fonte importante de captação de fundos que ajudam na manutenção dos serviços prestados à comunidade. Por outro lado, esse tipo de iniciativa beneficia a comunidade, que pode adquirir produtos baratos.
Há cerca de quatro anos, funcionários do Hospital do Câncer de Londrina se reuniram para organizar um bazar com o objetivo de ajudar a instituição a sair do ''vermelho''. A ação se mantém até hoje. ''Pelo menos uma vez por ano a gente faz, mas quando temos bastante roupa, conseguimos realizar o bazar mais vezes'', comentou a técnica de enfermagem Solange Rodrigues Proença, que organiza o bazar desde o início.
Realizado sempre nas dependências da Escola Municipal Nina Gardeman, no Jardim Tókio (Zona Oeste) o bazar oferece roupas, calçados, brinquedos e bolsas por preços que variam de R$ 0,50 a R$ 8. ''Boa parte dos objetos é doado por familiares de pacientes ou da própria comunidade no hospital. Depois também pedimos divulgamos que haverá o bazar e pedimos a quem temos contatos. Separamos tudo e só mantemos peças boas e com condições de uso'', disse.
Segundo a funcionária, cerca de R$ 1 mil são arrecadados em cada edição. No último bazar, realizado no domingo, o recurso será destinado para as obras de reforma do ambulatório do hospital. ''Já conseguimos comprar bebedouros e várias outros utensílios do dia-a-dia do hospital. Para o próximo bazar estamos pensando em arrecadar fundos para a reforma do auditório'', explicou.
O presidente do hospital, Nelson Dequech, afirma que a iniciativa é extremamente válida e benéfica. ''Existem algumas ações que até nos emocionam. Se não fossem iniciativas como essas, além das doações mensais que inúmeros colaboradores ajudam, o hospital não estaria conseguindo se manter'', comentou.
A dona de casa, Claudete Amarante, moradora da Zona Norte, se deslocou até o Jardim Tókio só para poder auxiliar o hospital. ''É a primeira vez que eu venho, mas acho que é uma forma muito boa de ajudarmos o hospital que está sempre precisando'', comentou.
Atendimento
Outras iniciativas são realizadas com um propósito diferente: o de proporcionar a venda de peças às pessoas de famílias carentes. No último domingo, a Comunidade Brasil para Cristo da Vila Yara (Área Central) promoveu um bazar beneficente com essa idéia. A pastora Rute Amorim de Oliveira, líder da União Feminina do Brasil para Cristo (Ufebrac), salientou que a idéia e de poder atender não só os fiéis da igreja mas também todas as famílias do bairro.
''Temos peças de roupas, calçados, que são vendidos a preços bem acessíveis, R$ 0,50, R$ 10 no máximo. Aproveitamos que as pessoas vêm até o bazar e oferecemos atendimento de manicure, pedicure. Quem é da igreja oferece seu talento para ajudar os outros e, com isso, tudo mundo acaba se satisfazendo de alguma forma. É muito bom e nos sentimos bastante realizados em poder ajudar'', disse.

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