Batoré, uma década de histórias
Dos 15 anos de atividades no serviço, Edson Pereira, mais conhecido como o Batoré, é o supervisor do Corujão que está há mais tempo na ativa. Ele guarda mais de uma década de lembranças e histórias do Terminal. Pereira diz que já viu de tudo. Desde pessoas que vão até o local para dormir até casais que namoram no banheiro.
Quanto à segurança, ele não acha 'tão arriscado quanto pensam'. Como procura sempre dialogar com alguém que chega querendo entrar sem pagar, raramente ocorrem incidentes. Como nunca se sabe o que vai encontrar pela frente, Batoré diz que se apega à proteção divina. ''Eu penso que todo cuidado é pouco.''
Segundo ele, 'de tudo que você pensar' aparece durante a madrugada. Dentre os episódios curiosos, destaca duas situações. Há cinco anos, apareceu no Terminal (''não se sabe por onde)' uma garota apenas de calcinha. Depois do susto, Pereira percebeu que ela não estava em sã consciência e resolveu emprestar uma bermuda, uma camiseta e um chinelo. Outra vez foi um rapaz na mesma situação. Ele havia sido assaltado e os ladrões não deixaram nem o dinheiro do ônibus.
Categórico, ele afirma que se sair do trabalho vai sentir muita falta. ''Principalmente por causa do reconhecimento dos passageiros e de um adicional no salário. E tem meu relógio biológico que agora funciona ao contrário'', arremata.(R.O.)





