Bateria de exames evita transmissão de doenças
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segunda-feira, 04 de setembro de 2000
De Curitiba 
Para evitar a transmissão de doenças, os ossos são submetidos a todos os testes normais de sorologia (aids, sífilis, chagas). A novidade é o teste PSR (Polymerase Chain Reaction), que consiste no estímulo do DNA do vírus, que se multiplica a ponto de ser identificado. Em toda a América Latina, ele é usado apenas no Banco de Ossos da UFPR, destacou o ortopedista Paulo Alencar.
O método é utilizado nos Estados Unidos e a partir de 2002 será obrigatório em todos os bancos de ossos americanos. Em Curitiba, o teste é realizado pelo Laboratório Genética e custa entre R$ 1,2 mil e R$ 1,5 mil. Quem arca com os custos é a Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas, já que o SUS ainda não cobre este tipo de transplante.
O método utilizado atualmente pelo Hospital de Clínicas poderá ser substituído em breve. A intenção é substituir o método de congelamento dos ossos pela liofilização processo de desidratação dos tecidos ósseos. Eles seriam mantidos à vácuo, o que possibilitaria maior capacidade de estocagem. O problema é o custo da máquina para a liofilização que chega a R$ 150 mil. Este tipo de cirurgia tem risco pequeno. A rejeição é apenas de 1,5% dos casos. (L.P.)


