Batalhão tem 17 PMs detidos por homicídio
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segunda-feira, 20 de outubro de 1997
Sid Sauer Campo Mourão 
O 11º Batalhão da Polícia Militar de Campo Mourão está com 17 policiais detidos no quartel. Todos eles são acusados de assassinato e estão impedidos de trabalhar nas ruas. Os detidos representam cerca de 5% do efetivo total do batalhão. Eles fazem apenas serviços internos. Dos 17, apenas 2 não estavam em serviço quando se envolveram nos casos em que são acusados. São dois PMs acusados de um triplo homicídio ocorrido este ano em Alto Piquiri.
Outros 14 PMs detidos já foram condenados, mas recorreram da sentença. Eles foram condenados pela Justiça Militar a 6 anos e 4 meses pelo assassinato de um rapaz no pátio da delegacia. O crime aconteceu há cerca de 7 anos, pouco depois de a vítima ter matado um PM durante uma briga num antigo clube da cidade. O rapaz foi preso pouco depois, mas acabou executado antes de entrar na delegacia. Os policais alegam que ele tentou fugir.
O 17º policial detido é de Barbosa Ferraz. O PM foi preso este ano depois que uma moça morreu com um tiro na cabeça dentro da viatura em que ele estava dirigindo. O caso aconteceu de madrugada, na saída de um baile. O PM diz que estava apenas dando carona para a moça, que estaria bêbada. Segundo ele, ela arrancou o revólver dele e se matou. Os três PMs não condenados estão com prisões decretadas.
Infelizmente são casos em que ocorreram excessos, diz o comandante do 11º BPM, major Avelino José Novakoski. Os 17 policiais detidos só podem sair do batalhão para fazer as refeições. Além do trabalho exclusivamente interno, eles também têm que dormir no quartel. Todos eles ainda têm que se apresentar periodicamente à Justiça.
Outros dois policiais do 11º BPM são acusados de um caso de tortura em Farol (25 km a oeste de Campo Mourão).


