O 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Londrina, que também abranje as cidades de Tamarana, Cambé e Ibiporã, recebe oficialmente hoje o reforço de 121 soldados, um aumento de aproximadamente 20% do efetivo atualmente em atividade. A cerimônia de formatura da 40 Turma de Soldados da PM foi ontem de manhã, no quatel, com a presença do governador do Paraná, Roberto Requião, e do secretário de segurança pública do Estado, Luiz Fernando Delazari. Os dois anunciaram o início das atividades, na cidade, do programa ''Paraná contra o Crime, Polícia na Rua'', que prevê o aumento da presença da polícia no patrulhamento ostensivo, com acréscimo no corpo de soldados e redução da carga horária de serviços internos.
Comando do BPM e secretário de Segurança não confirmam, mas informações extra-oficiais dão conta de que o efetivo policial de Londrina não recebia reforço há 15 anos. O número total de intregrantes do batalhão também não é divulgado por questões de segurança, mas estima-se que entre 500 e 900 PMs trabalhem em Londrina. Segundo o comandante do 5º BPM, tenente-coronel Manoel da Cruz Neto, a maior parte dos 121 recém-formados deve começar a atuar em Londrina imediatamente.''Eles serão encaminhados aos serviços comunitários, como o Policiamento Ostensivo Volante (Povo) e a Patrulha Escolar'', explicou.
Delazari acredita em redução dos indíces de criminalidade. ''A polícia precisa voltar às ruas. Isso inibe ações criminosas. Já colocamos 40 novos policiais civis em trabalho na jurisidição da 10 Subdivisão Policial e o aumento no número de PMs vai ser percebido pela população em breve'', disse. ''A polícia precisa trabalhar, e o trabalho da PM é prender bandidos. Para isso, ela precisa estar nas ruas'', reforçou.
O delegado chefe da 10 SDP, Jurandir Gonçalves André, confirmou o início dos trabalhos dos novos policiais civis. Perguntado se o número atende à demanda da jurisdição, André respondeu que ''a melhora é sensível e a busca por condições ideais de trabalho deve ser constante.''
Questionado sobre um possível agravamento no problema da superlotação no sistema carcerário de Londrina com o desejado acréscimo no número de prisões. Delazari apontou aspectos positivos na questão. ''Claro que a secretaria tem conhecimento da situação dos distritos de Londrina, mas a superlotação mostra que a polícia está trabalhando, e isso é avaliado como positivo pelo governo do Estado'', disse.
Segundo o governador, a superlotação do sistema carcerário não pode ser resolvida em curto prazo. Para Requião, uma alternativa mais viável para o problema seria a opção por penas alternativas. ''De qualquer forma, não podemos recomendar à Polícia que prenda menos pessoas'', concluiu.

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