Josoé de CarvalhoBoa PáscoaMaria Aparecida Oliveira, do Clube das Mulheres Batalhadoras: ovos foram um negócio que deu certo A Associação das Mulheres Batalhadoras do Jardim Franciscato (zona sul) passou a fabricar e vender de ovos de Páscoa. Os ovos estão sendo feitos e embalados por um grupo coordenado pela tesoureira da entidade, Maria Aparecida Oliveira. Os trabalhos começaram há um mês e elas já venderam cerca de 100 ovos e corações de chocolate. Mais de 30 pessoas já fizeram encomendas aguardam serem atendidas pelo grupo.
Esta é a primeira vez que a associação trabalha com a fabricação de ovos de Páscoa. Mas, apesar de não ter ainda uma estimativa de quanto a entidade vai poder lucrar com a nova iniciativa, Aparecida acredita que o negócio já deu certo. ‘‘Vendemos bastante e estamos recebendo novas encomendas todos os dias. Só estamos aceitando encomendas porque não temos dinheiro para fazer grandes compras de material e não queremos arriscar ficar com sobras da Páscoa’’, explica.
Ela garante que os preços dos ovos estão bem abaixo dos cobrados pelas lojas. ‘‘Temos ovos de todos os tamanhos e tipos, a partir de R$ 1,00. As embalagens são caprichadas e oferecemos a possibilidade de cestas de papel reciclado’’, complementa. Além do ovo de Páscoa clássico, o grupo está fazendo corações de chocolate, como alternativa de presente para namorados e casais. Mas o que tem tido mais saída, conta Aparecida, é o ovo de chocolate branco.
A renda obtida com a venda dos produtos de chocolate será revertida para a entidade. Os recursos vão subsidiar outros trabalhos de artesanato programados para as próximas festividades. A associação desenvolve trabalhos junto a comunidade da região, oferecendo cursos de costura industrial, artesanato e datilografia. As mulheres que participam dos cursos formam uma equipe de trabalho, a produção é vendida e o lucro revertido para elas.
‘‘A idéia é oferecer uma alternativa de renda para as mulheres, melhorando sua qualidade de vida’’, afirma a vice-presidente da entidade, Rosalina Batista. A associação também é responsável pelo trabalho das tecelãs da fazenda Refúgio. Agora em abril, o grupo de mulheres vai estar participando da 37ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, onde terá um estande para comercializar seus produtos.

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