Desde que foi anunciada, a mudança de trânsito na rua Humaitá, que acarretará uma divisão do fluxo, estimado em 2,2 mil veículos por hora, para a rua Guararapes, tem insuflado o ânimo de quem mora na região. Os protestos se avolumaram, com os moradores da rua Guararapes recolhendo assinaturas para um abaixo-assinado, distribuindo panfletos para divulgar seu ponto de vista e promovendo manifestações na própria via pública. As preocupações vão desde o inevitável aumento do trânsito que a mudança trará à rua tranquila, até a preservação da natureza, já que as árvores da rua precisarão ser podadas para permitir a passagem de ônibus do transporte coletivo.
Lá mesmo na rua Guararapes, no entanto, numa república de estudantes, há quem aprove integralmente a mudança e reclame de que não está sendo ouvido por quem é contra. Rodrigo Pereira Terra, 21 anos, que está há 2 anos e 8 meses em Londrina, vindo de Adamantina (SP), conta que uma senhora se recusou a entregar-lhe um panfleto contrário à mudança ao saber que ele era favorável e pediu que não destruísse a manifestação feita na rua.
O protesto a que ela se referia está relacionado à poda das árvores. Os moradores contrários à mudança pregaram e amarraram em várias árvores da rua, como se as estivessem protegendo, a silhueta em papel de seres humanos.
Para Rodrigo, no entanto, a mudança foi bem-vinda em todos os sentidos. ''Somos em cinco aqui na república e todos trabalhamos à noite'', conta. As copas muito densas das árvores encobrem a iluminação e deixam a rua escura. Os estudantes consideram que, pelo fato de a rua ser tranquila, houve registro de assalto a residências. ''Temos de ter consciência de que estamos morando no centro e não num bairro tranquilo dos arredores da cidade'', diz Rodrigo.

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