O delegado Aníbal Bassan Júnior, de 41 anos, reassumiu ontem, em Curitiba, o cargo de corregedor-geral da Polícia Civil. O policial exercia a função desde dezembro do ano passado quando o antecessor, Renato Lobo, encaminhou sua aposentadoria. O novo delegado-geral da Polícia Civil, Newton Rocha, resolveu mantê-lo no cargo. Lobo não compareceu à solenidade.
Bassan Júnior assume novamente a função com muito trabalho. Ele anunciou que, na nova gestão, dará mais autonomia de trabalho para a assessoria de assuntos internos. O setor, que não realizava investigações externas, irá a campo para levantar casos de corrupção envolvendo policiais civis. Outra medida que o delegado quer implantar é uma correção de rotina em todos as delegacias da capital. Segundo ele, a proposta é padronizar o andamento dos inquéritos policiais e melhorar a qualidade das informações contidas nestes processos.
Bassan mandou instaurar uma ‘‘investigação preliminar’’ na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos. No domingo passado, dois homens que estavam presos na delegacia foram flagrados na rua pela PM. Segundo o delegado corregedor, os detentos alegaram que foram liberados para comprar pizza para os outros presos. Além deste caso, a corregedoria tem outros 100 procedimentos internos de investigação disciplinar para apurar.
O delegado Adauto de Oliveira, que foi chamado para chefiar a Escola de Polícia, será convidado para colaborar com a Corregedoria. Oliveira denunciou no ano passado que o tráfico de drogas em Curitiba era comandado por 34 policiais civis. ‘‘Vamos utilizar muito os conhecimentos de Adauto para desempenhar nossa função’’, disse Bassan Júnior.Mauro FrassonAníbal Bassan (à esq.), com o secretário Cândido de Oliveira: investigar corrupção na Polícia CivilDimitri do Valle

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