Bases de quiosques atrapalham pedestres
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terça-feira, 24 de abril de 2012
Vítor Ogawa <br> Reportagem Local 
Dois anos depois da retirada do primeiro quiosque em Londrina boa parte dos locais que abrigavam esse tipo de estabelecimento comercial permanece com resquícios, seja com bases azulejadas ou piso elevado, ou então com a calçada danificada.
Através do programa Cidade Limpa, implantado pela administração municipal, foram retirados praticamente todos os quiosques (bancas de revistas, casa de sucos, cafeteria, entre outros). Em toda a cidade 38 unidades foram removidas com a promessa de que o espaço seria revitalizado. Quatorze quiosques ficavam no Calçadão (Área Central) e a prefeitura anunciou na época que realizaria licitações para ocupar esses espaços. Porém, os processos licitatórios não foram abertos e não há sinal de que as obras de reparação das calçadas sejam realizadas logo.
A impressão é de desleixo para quem passa por esses pontos dos antigos quiosques, como no Bosque, Calçadão, praças Sete de Setembro, Marechal Floriano Peixoto e Gabriel Martins, canteiros centrais das avenidas Bandeirantes e Rio Branco, além da praça localizada na Rua Quintino Bocaiúva.
''De que adiantou retirar esses quiosques? Agora que já tiraram, deveriam remover os azulejos, a base e recuperar o local, mas duvido muito que a prefeitura faça isso'', afirma o aposentado Antônio Dantas, se referindo à bança de jornais e à casa de sucos que ficavan próximos à agência central dos Correios, na Avenida Rio de Janeiro.
''Já que retiraram as bancas, por que não tiram estes azulejos? Eles estão feios e perigosos e qualquer pessoa pode escorregar e cair'', reclama o porteiro Lucas de Oliveira.
A dona de casa Beth Guerra concorda. ''Os entulhos acabam atrapalhando quem caminha por aqui e ainda há o risco de alguém se acidentar'', reclama. ''Os pedestres acabam tendo que dar a volta em torno desses locais'', observa, se referindo à elevação da base em alguns locais em que o terreno era desnivelado.
Para os saudosos, a permanência dos resquícios dos quiosques é dolorosa. O estudante Jonathan Said revela que era frequentador de alguns desses estabelecimentos e vê com tristeza o que restou desses locais. ''Eu gostava dos quiosques, pois eles já faziam parte do cenário da cidade e alguns tinham mais de 40 anos de permanência no local'', relembra.
Calçadão
Em alguns locais como na Praça Willie Davids, no Calçadão, a mudança do piso do petit pavet para os blocos de concreto intertravados (pavers) fez com que, consequentemente, os locais onde haviam essas bases fossem recuperados. No entanto, nos trechos ainda não revitalizados do Calçadão, os retângulos azulejados permanecem.
Próximo ao Museu de Arte de Londrina, na Rua Sergipe (Área Central), o espaço onde havia um quiosque de venda de bolsas e uma banca de jornais foi ocupado por um gramado.
A reportagem também percorreu trechos das avenidas Duque de Caxias, Inglaterra, São João, Higienópolis, Maringá e Tiradentes e constatou que nesses locais a iniciativa privada se encarregou de recuperar os espaços ou a estrutura do quiosque era fácil de ser removida.


