Base de dados do município estava defasada
O plano diretor é o instrumento básico do Estatuto das Cidades para orientar a política de desenvolvimento e ordenamento da expansão urbana dos municípios. O processo de elaboração do projeto de lei deve ser conduzido pelo Executivo, em articulação com o Legislativo e a sociedade civil. A lei contempla cidades com mais de 20 mil habitantes, municípios integrantes de regiões metropolitanas e áreas de interesse turístico.
Conforme o estatuto, as cidades que já possuem plano diretor têm dez anos a partir da primeira aprovação para atualizar as proposições da lei. É o caso de Londrina, que iniciou a revisão do plano diretor de 1998 há três anos, sob a supervisão da antiga diretoria do Ippul.
Na época, apenas 25% do território londrinense estava digitalizado no banco de dados do Município. Segundo o arquiteto e urbanista Gilson Jacob Bergoc, ex-diretor de planejamento urbano do Ippul, com verbas do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da União, o instituto providenciou o geoprocessamento dos dados.
Segundo Bergoc, a meta do Ippul era entregar o projeto de lei para o Legislativo em outubro de 2006, mas apenas 70% da documentação estava pronta naquela data. ''Nos preparamos, então, para entregar o plano assim que a Câmara retomasse as atividades, no início de 2007, mas a diretoria do Ippul foi destituída antes disso'', assinalou o ex-diretor, que foi desligado do cargo em dezembo de 2006, ''por motivo de mudanças na conjuntura política do município''. (M.G.)





