Incentivar funcionários sobre a importância de manter o silêncio na área hospitalar e conscientizar visitantes e acompanhantes sobre a necessidade deste comportamento para a a tranquilidade dos pacientes. É com este objetivo que hospitais de Londrina desenvolvem atividades que visam reduzir os ruídos.
Na Santa Casa, a gerência realiza a medição do ruído para desenvolver uma campanha com o objetivo de sensibilizar funcionários e visitantes. A gerente executiva da instituição, Ana Paula Cantelmo Cruz, observa que o hospital fica em uma zona de trânsito intenso, o que acaba atrapalhando a tranquilidade dos pacientes e a qualidade do trabalho dos funcionários. ''Muitos motoristas buzinam mesmo em frente ao hospital e nem se importam.''
De acordo com o superintendente do hospital, Fahd Haddad, já em 1986 uma medição realizada no entorno da instituição acusou que o excesso de barulho. Segundo ele, os ruídos do ambiente hospitalar deveria chegar até no máximo 40 decibéis para não ultrapassar o limite do saudável para o aparelho auditivo. Na época, o som ultrapassou 60 decibéis.
''Estamos retomando essa medição justamente para desenvolvermos uma campanha eficaz de combate à poluição sonora, tanto internamente, quanto externamente à área hospitalar'', esclarece Haddad. Segundo ele, a poluição sonora aumenta a sensibilidade dos pacientes à dor e acelera os batimentos cardíacos, o que acaba prejudicando sua recuperação.
Concentração
O Hospital Evangélico intensificou a Campanha do Silêncio, com orientações a funcionários. ''Temos a circulação diária de 2,3 mil pessoas no hospital e a crescente intensidade dos ruídos atrapalha a concentração de funcionários e a recuperação dos pacientes'', observa a gestora de serviços de apoio, Alda Hayashi.
Segundo ela, os principais ruídos visados na campanha são o produzido pela lavanderia e pelas obras no hospital. Além disso, ela diz que que a conversa e gargalhadas de funcionários e visitantes e barulho dos carrinhos e macas também são incômodos. ''Eventualmente, temos alguma reclamação de um parente dizendo que a equipe não está respeitando o repouso ou a dor do paciente.''
Alda diz que entre as orientações aos funcionários estão conversar baixo, usar sapatos com salto de borracha ou adaptado e evitar colocar bandeja de remédios sobre a incubadora. ''Pesquisas apontam que o som ao colocar bandeja sobre a incubadora e a forma de abrir a portinhola pode ser desagradável para o bebê.''
A a assessora da superintendência do Hospital Universitário, Inês Almeida, informou que os funcionários são orientados diariamente para produzir menos ruído possível.

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