Barulho expulsa vizinhos para a casa de parentes
Barulho expulsa vizinhos
para a casa de parentes
Algumas pessoas que moram nas proximidades da Casa da Cachaça - um dos pontos de encontro dos vestibulandos de Londrina - discordam do proprietário Osmaldo Bueno de Oliveira quando ele diz que o barulho diminuiu e a situação está controlada. O barulho é insuportável. Eu mesma já chamei a polícia várias vezes, mas não adianta. No vestibular diminui o barulho de carros, mas em compensação há o transtorno de não podermos chegar nem sair de casa, já que o trânsito de veículos é impedido a partir de uma certa hora, queixa-se uma vizinha que prefere não se identificar.
Ela diz que certa vez chegou depois que a rua já havia sido interditada e tentou entrar mesmo assim, para não ter que deixar o carro longe de casa. Foi um horror. As pessoas vinham para cima do carro, quase morri de medo. A vizinha lembra também que já houve o caso de um senhor que sofreu um ataque cardíaco, no prédio em frente, e foi uma dificuldade para a ambulância entrar. Para evitar problemas como este e noites em branco, ela tem evitado passar a noite em casa durante o período de vestibular. Vou dormir na casa de parentes, conta.
Outra vizinha que também prefere não revelar seu nome está duplamente preocupada, porque vai prestar vestibular e, ao contrário de anos anteriores, quando usava a mesma tática de ir dormir na casa de parentes, vai ter que dormir (ou pelo menos tentar) com o barulho. Este ano eu estou com visita e na casa da minha tia não tem lugar para todos. Segundo a vestibulanda, o burburinho de pessoas no bar nos dias de vestibular é muito grande. A sensação é a que há um formigueiro humano dentro de casa. Só consigo pregar os olhos lá pelas quatro da manhã, conta. (S.L.)





