Moradores de Ibaiti (Norte Pioneiro) reclamam do excesso de barulho ocasionado pelos bailes e festas realizados no Clube Ipê, localizado na Área Central. A Polícia Ambiental já comprovou o problema e deve encaminhar relatório ao Ministério Público.
Segundo os moradores, a maioria dos eventos, principalmente nos finais de semana, começa por volta das 23 horas e seguem durante toda a madrugada. ''Isso tudo já está afetando a minha saúde. Cheguei a construir minha casa com os quartos todos lá nos fundos porque sabia que um pouco de barulho haveria com o clube perto, mas a altura do som que eles produzem é demais, insuportável'', desabafou o engenheiro civil Rui Martins Lisboa.
A cabeleireira Magda Maria dos Santos Franco, que se mudou há poucos meses para uma casa que fica nos fundos do clube, disse que o barulho é ''estridente'' e que a família chega a sentir a casa ''tremer''. ''É horrível. Eu trabalho o dia todo, chego em casa só às 21 horas, cansada, e não consigo dormir. Eu estou pensando em me mudar.''
A Polícia Ambiental de Jacarezinho esteve no local para medir o nível do som durante um evento. O soldado Iran Siqueira, da Polícia Ambiental, explicou que um decibelímetro foi usado em cinco pontos em volta volta da agremiação. ''Contatamos poluição sonora a cerca de quatro metros da entrada principal do salão. O aparelho acusou 69,1 decibéis'', disse.
A legislação ambiental considera prejudicial à saúde, à segurança e ao sossego público todo ambiente externo que emita som acima de 70 decibéis durante o dia e 60 decibéis à noite.
O prefeito Luiz Carlos dos Santos, disse à FOLHA que notificou o clube e estabeleceu um prazo de 60 dias para que o local se adeque às especificações feitas pelo Corpo de Bombeiros, que incluem sistemas de segurança e isolamento para impedir a passagem do som. Enquanto isso, o Clube®MDBO¯ ®MDNM¯ Ipê continuará funcionando.
O presidente do Clube Ipê, Roque Jorge Fadael Neto, disse que as reclamações estão acontecendo por causa de uma briga política. ''É o único clube da cidade. Lá acontecem festas de aniversário, casamento, entre outros eventos e nunca deu problema antes'', reclamou. Um relatório do Corpo de Bombeiros de Santo Antonio da Platina sugeriu o alargamento da porta principal do imóvel e o corredor subsequente. O laudo da Polícia Ambiental foi anexado ao processo judicial impetrado por um cidadão. Mas, segundo a promotora Fernanda Guarnier Domiciano, de Curiuva, o Ministério Público ainda não obteve resposta do juiz. ''Nós vamos realizar apenas as alterações indicadas pelo Corpo de Bombeiros. O resto é política...'', disse Fadael Neto.

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