Um engavetamento envolvendo um caminhão e três automóveis interditou o tráfego por cerca de uma hora e provocou congestionamento de até 6 quilômetros na PR-445 (que liga o Norte ao Sul do Paraná e ao Sul de São Paulo). O acidente ocorreu pouco antes das 19 horas de ontem, em frente ao câmpus da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
De acordo com a Polícia Rodoviária, o engavetamento foi provocado por grande quantidade de barro na pista. O tráfego ficou muito lento, chegando a parar nas proximidades do viaduto sobre a Avenida Castelo Branco.
César AugustoAcidenteTráfego na rodovia, que estava coberta de barro, ficou congestionado durante uma hora. Depois do engavetamento, dois mototaxistas que passavam pelo local perderam o controle das motos e caíram. Acima, o Corcel, que se envolveu no acidente e ficou destruído depois de cruzar avenida e bater em um EscortO motorista do caminhão Chevrolet de placas ABN-8475 (Santo Antônio da Platina), Elias Rocha Viana, 27 anos, - que trafegava no sentido Cambé-Londrina - não conseguiu parar o veículo. O caminhão bateu na traseira do Corcel placas AAI-9540 (Londrina), que cruzou e atingiu o Escort AEW-93-71, que circulava no sentido contrário. O Chevrolet atingiu ainda o Ford Fiesta de placas AGO-3073, que já estava parado na frente do Corcel.
O choque entre veículos não deixou nenhuma vítima. Apenas o motorista do Fiesta, Valdir Anastácio, 48 anos, bateu a cabeça levemente, mas não necessitou de atendimento médico.
Logo depois do engavetamento, dois mototaxistas que passavam pelo local perderam o controle das motos e caíram. Mas sofreram apenas arranhões.
Patrulheiros da Polícia Rodoviária deduzem que o barro (argila) tenha sido lançado na pista por algum caminhão de olaria. ‘‘Esta quantidade de argila só pode ter sido despejada de propósito. Para mim, foi algum preguiçoso e irresponsável que levantou o basculante para limpar a caçamba’’, emendou um motorista, que estava parado no congestionamento e desceu para ver tudo de perto. Apesar da convicção, ele não se identificou.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para limpar a rodovia. Alguns minutos depois, acabou a água usada pelos soldados e foi chamado outro caminhão-pipa. Quase uma hora depois de interdição do tráfego no sentido sul-norte, o congestionamento chegou à altura do 5º Batalhão da Polícia Militar, cerca de 6 quilômetros de distância. No sentido norte-sul, o congestionamento foi pequeno porque a Polícia Rodoviária desviou o tráfego pelo câmpus da UEL.
No congestionamento havia pessoas tranquilas e também apressadas. A auxiliar de odontologia Maria Aparecida Batista, 31 anos, estava indo buscar o filho na creche da UEL. Mas não se irritou com a necessidade de ficar parada. ‘‘Não há problema nenhum. É só explicar o que aconteceu.’’
Mas um grupo de pessoas que usava o transporte coletivo preferiu descer do ônibus e continuar o trecho a pé. Foi o caso de Rosilene Fogaça, 29 anos, que tomou o coletivo na Avenida Higienópolis (área central) e iria para casa, no Jardim Novo Bandeirantes (a cerca de 3 quilômetros). ‘‘Ir a pé é mais fácil do que esperar a liberação do tráfego’’, disse.

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